Agenda internacional

Anielle Franco vai aos EUA discutir volta de ações conjuntas contra racismo

Ministra da Igualdade Racial embarcou para os Estados Unidos nesta quinta (9/2) na comitiva do presidente Lula. Retomada de parceria é defendida pelo movimento negro

Victor Correia
postado em 09/02/2023 10:59 / atualizado em 09/02/2023 10:59
 (crédito:  Ed Alves/CB/DA.Press)
(crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tratará do combate ao racismo com representantes do governo dos Estados Unidos durante a visita ao país, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em carta enviada a Lula e ao presidente norte-americano, Joe Biden, entidades do movimento negro pedem a retomada de ações conjuntas entre os dois países para promover a igualdade racial. Anielle embarcou nesta quinta-feira (9/2) para Washington.

“Nesta manhã embarco para os EUA, ao lado do presidente Lula, numa agenda de trabalho em defesa da democracia na região e para a retomada do acordo entre os países para enfrentamento ao racismo e fortalecimento da população negra, o Japer”, escreveu a ministra em sua conta no Twitter. “Vai ser um momento importante para reposicionar o Brasil como liderança global de combate ao racismo”, completou.

Na agenda da ministra Anielle Franco, está prevista uma reunião com a representante especial para Justiça e Igualdade Racial do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Desirée Cormier Smith, além de um encontro na Casa Branca. Ela também deve visitar o Museu Nacional da História e Cultura Afro-americana, cujo acervo reúne 3.500 artefatos em exposição e 35.000 na coleção, representando momentos históricos da população negra no país, como a escravidão e o Movimento dos Direitos Civis.

Japer

A retomada do Japer, sigla em inglês para Ação Conjunta para Eliminaçaõ da Discriminação Étnico-Racial, foi uma demanda defendida por 10 organizações do movimento negro brasileiro em carta conjunta enviada tanto a Lula quanto a Biden. O acordo foi firmado em 2008 entre as duas nações.

Na carta, compilada pelo Washington Brasil Office (WBO), uma entidade que trabalha pela promoção de direitos humanos e temas referentes ao Brasil junto a parlamentares norte-americanos, o movimento negro defende uma “retomada inclusiva” das ações conjuntas.

“O Brasil e os Estados Unidos passaram por drásticas transformações desde que o Japer foi assinado 15 anos atrás. Apesar de ambos os países terem atingido importantes resultados na luta contra o racismo, estamos longe de chegar no dia em que a discriminação racial não mais será um tema de grande preocupação”, escrevem as entidades. “Nesse sentido, o Japer é um importante mecanismo para promover cooperação entre os dois países na luta contra o racismo e a discriminação racial”, completam.

Segundo o documento, o impacto do Japer no combate ao racismo foi limitado pela falta de interesse de “administrações passadas” em implementar as ações, ausência de uma estratégia objetiva e sub-representação das organizações da sociedade civil na criação do plano.

Assinam a carta as seguintes organizações: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Coletivo de Entidades Negras (CEN), Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ), Instituto da Mulher Negra (Geledés), Instituto de Referência Negra (Peregum), Instituto Maria e João Alexio (IMJA), Instituto Cultural Steve Biko (ICSB), Laboratório de Dados e Narrativa sobre Favelas (LABJACA), Instituto da Mulher Negra (Odara), e a União de Núcleos de Educação Popular para Negras/Negros e Classe Trabalhadora (UNEafro).

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