Jornal Correio Braziliense

CONGRESSO

Deputados e senadores tomam posse na abertura da 57ª legislatura

Além das posses, a abertura da legislatura é marcada pelas negociações sobre quem serão os presidentes das Casas

Com a abertura da 57ª legislatura na Câmara dos Deputados e no Senado, hoje, com a posse dos novos parlamentares, está a decisão sobre quem serão os presidentes das Casas e os ocupantes de cargos nas Mesas Diretoras no biênio 2023-2024. As negociações entre as legendas que pleiteiam espaço e as demais foram intensas nos últimos meses, sobretudo a partir de meados de janeiro.

Estão envoltas nas conversas as presidências de comissões permanentes, a exemplo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); relatorias de projetos legislativos considerados estratégicos para o Congresso Nacional, como as da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que trata diretamente do Orçamento da União; e distribuição de cargos.

Entre os deputados, Arthur Lira (PP-AL) é considerado vencedor quase que de maneira unânime. Habilidoso entre colegas e com manuseio do Regimento Interno da Câmara, o alagoano tem como rival, sem perspectiva de vitória, Chico Alencar (PSol-RJ) e Marcel Van Hatemm (Novo-RS). E pode haver surpresas hoje, o que demonstra, não risco ao triunfo dele e, sim, que haverá oposição de parlamentares, o que Lira gostaria de evitar nesta legislatura. A votação será às 16h30, mas a posse ocorre às 10h.

O PSol, embora esteja na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comunicou no mês passado que o nome de Alencar funciona como objeção clara a Lira e mostra que haverá limites para a coalização estabelecida pelo presidente da Câmara.

Há possibilidade de serem anunciadas outras candidaturas, uma vez que o prazo fica aberto até as 13h30.

Senadores

No Senado, a recondução de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) segue como favorita, embora a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) tenha ganhado corpo desde o fim de semana, com acenos de PL, PP e Republicanos em bloco e de nomes do PSDB, Podemos e União Brasil, partido de Davi Alcolumbre (AP).

Em busca de permanecer na CCJ da Casa e costurar uma possível candidatura para voltar à presidência do Senado em 2025, Alcolumbre mergulhou de cabeça na campanha de Pacheco. O amapaense foi presidente do Congresso entre 2019 e parte de 2021.

O pleito no Senado está marcado para as 15h30, meia hora depois da abertura dos trabalhos legislativos.

Há outra diferença nas eleições da Câmara e do Senado: neste, a escolha dos demais componentes da Mesa Diretora se dará amanhã, às 10h. Na Câmara, o pleito completo será hoje, com a escolha do presidente. Em ambas as posses, haverá a presença de Lula e de demais autoridades.