Solidariedade

Delcy Rodríguez agradece Lula por envio de medicamentos à Venezuela

Segundo o governo venezuelano, as 100 toneladas de insumos médicos enviadas pelo Brasil serão destinadas principalmente a pacientes em tratamento de diálise

Em meio à crise humanitária na Venezuela agravada por um ataque militar dos Estados Unidos no início de janeiro, a presidente interina, Delcy Rodríguez, agradeceu nesta terça-feira (13/1) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos médicos ao país. A declaração foi feita durante reunião no Palácio de Miraflores, na capital venezuelana, com autoridades ligadas à área da saúde.

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Segundo o governo venezuelano, os insumos enviados pelo Brasil serão destinados principalmente a pacientes em tratamento de diálise, considerados prioridade pelas autoridades de saúde locais. Além desse envio, outros lotes de materiais para hemodiálise e diálise peritoneal estão sendo mobilizados para garantir a continuidade dos tratamentos em todo o território nacional.

A ajuda brasileira chegou após um incidente ocorrido no último dia 3 de janeiro, quando, segundo o governo da Venezuela, um ataque militar dos EUA, a mando do presidente Donald Trump, atingiu um centro de armazenamento de insumos médicos, o que teria comprometido o atendimento de saúde no país. O governo norte-americano não se manifestou sobre essa acusação até o momento. 

Durante seu discurso, hoje, Rodríguez classificou o momento como crítico para a população venezuelana e ressaltou a importância de manter os tratamentos de diálise operando sem interrupções. A presidente interina enfatizou que a ação do Brasil foi decisiva para evitar um colapso imediato no atendimento a pacientes renais em todo o país. 

A posição da Venezuela ocorre num contexto de intensa tensão internacional, após o presidente Nicolás Maduro ter sido capturado por forças dos Estados Unidos no início do mês, episódio que gerou forte repercussão diplomática e acusações mútuas entre Caracas e Washington. Desde então, o governo venezuelano tem buscado aliados regionais e reforçado laços com parceiros como o Brasil para enfrentar o que classifica como agressões e desafios à soberania nacional.

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