A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reagiu, na quarta-feira (14/1), a ataques feitos pelo influenciador bolsonarista Allan dos Santos e negou qualquer apoio à eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República em 2026. Em uma longa publicação no X (antigo Twitter), Michelle chamou o influenciador de “Allan dos infernos” e classificou as acusações como “levianas e injustas”.
A manifestação ocorre porque Allan dos Santos sugeriu que Michelle teria sinalizado apoio a Tarcísio ao curtir um comentário feito por Cristiane Freitas, esposa do governador paulista, em uma publicação nas redes sociais. No comentário, Cristiane afirmou que o Brasil precisa de um “novo CEO” e citou o próprio marido. Entre as curtidas estava o perfil da ex-primeira-dama.
Mais cedo, Allan publicou um vídeo destacando a interação e insinuou que o gesto revelaria um alinhamento político de Michelle com um projeto presidencial de Tarcísio. “A mulher de Tarcísio deixou escapar, ‘sem querer’, que o plano dela e do marido é a faixa presidencial. Sabe quem curtiu o comentário? A mesma pessoa que publicou o vídeo nos stories do Instagram”, disse.
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O vídeo citado por Allan havia sido publicado pelo governador paulista e trazia críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, Tarcísio afirmou que “o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT” e defendeu que a direita tenha um lado definido na disputa de 2026. “Estamos limitando o nosso potencial como nação e tirar esse governo atrasado é o único lado que a direita precisa ter”, disse.
Na resposta, Michelle afirmou que a curtida foi interpretada de forma distorcida e que jamais entendeu o comentário como uma indicação de Tarcísio ao Planalto. “Não interpretei o comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO”, escreveu. Segundo ela, a leitura correta seria a de que o país precisa de um novo governante. “E todos sabemos que precisa mesmo. Preferencialmente, Jair Bolsonaro”, acrescentou.
Ao longo da publicação, Michelle atacou duramente Allan dos Santos, a quem chamou de “boneco de ventríloquo” e acusou de agir a serviço de interesses alheios. “Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses”, afirmou.
“Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer "levar a luz" para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz”, completou.
A ex-primeira-dama também reforçou que sua atuação política segue vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, as viagens e atividades à frente do PL Mulher ocorrem a pedido do marido, com o objetivo de manter o legado do ex-presidente e denunciar o que classifica como perseguição política. “Eu viajo a pedido do meu marido para manter o legado dele vivo por onde passo”, disse.
Michelle ainda criticou o que chamou de tentativa de cerceamento de sua liberdade de expressão. “Exerço a liberdade que ele diz defender, mas que, na prática, ele só quer que valha para ele”, escreveu, ao rebater a crítica pela republicação do vídeo de Tarcísio.
Apesar do tom duro, Michelle afirmou que segue orando por Allan dos Santos e sua família, mas ressaltou que isso não justificaria os ataques contra ela. “Isso não dá o direito a ele de fazer comigo essas injustiças”, concluiu.
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