PALÁCIO DO PLANALTO

Janja defende união da sociedade no combate ao feminicídio

Primeira-dama compartilha história de uma mulher que sofreu violência, durante lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, cobra engajamento dos homens

A primeira-dama Janja da Silva se emocionou nesta quarta-feira (4/2) ao compartilhar um relato de uma mulher durante o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Em discurso marcado por tom de alerta e mobilização, ela leu a história de violência e defendeu o compromisso coletivo para combater os ataques contra mulheres no país.

Ao detalhar o episódio para o público, Janja contou que a mulher tinha entre 17 e 18 anos e vivia as descobertas da transição para a vida adulta quando se envolveu com um homem 14 anos mais velho, a quem descreveu, à época, como o “ideal de homem perfeito”. Segundo ela, a percepção mudou ao decidir ser sincera sobre seus sentimentos — momento que desencadeou a agressão.

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Na sequência do discurso, Janja afirmou que a história poderia ser a dela ou de qualquer outra mulher. “Nenhuma de nós está segura. O ciclo de violência contra a mulher e o feminicídio viraram regra na nossa sociedade”, criticou, classificando como “inaceitável” a banalização de cenas de brutalidade contra o corpo feminino.

Apesar do cenário preocupante, ela ressaltou que a exaustão não significa desistência. “Estamos cansadas e exaustas, mas não estamos desistindo e jamais desistiremos da vida de nenhuma de nós”, afirmou, ao pedir o engajamento dos homens na luta contra a violência de gênero.

A primeira-dama também mencionou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo sentir orgulho ao vê-lo assumir a causa. Segundo ela, quando o presidente estende a mão para essa luta, simbolicamente a estende a todas as brasileiras.

Janja manifestou ainda a expectativa de que o lançamento do pacto represente um marco para o país, com a atuação conjunta dos Três Poderes na transformação social. “Queremos ser respeitadas e ser livres. Queremos nos manter vivas”, declarou.

Encerrando a fala, ela resumiu o espírito da iniciativa: “Todos por todas — essa é a sociedade em que eu acredito, esse é o Brasil que eu quero para todas as mulheres e meninas. Esse pacto é pela vida das mulheres.”

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