Após as mudanças no comando de 17 ministérios, a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) é a única pasta que segue sem um titular definitivo. O então secretário-executivo, Marcelo Costa, ocupa o cargo interinamente desde a saída de Gleisi Hoffmann, que disputará uma vaga ao Senado pelo PT do Paraná.
O ministério é responsável pela articulação política do governo, especialmente pela relação com o Congresso Nacional. Por isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um aliado com bom trânsito entre parlamentares e experiência política.
O secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, Olavo Noleto, chegou a ser cogitado para o cargo pelo presidente. Porém, foi descartado inicialmente após alertas de aliados do petista, que sugeriram indicar um político mais experiente.
São cotados o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-BA), e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.
Todos os nomes, porém, possuem entraves a serem resolvidos. A saída de Alencar da CCJ pode dificultar votações importantes para o governo, como a sabatina do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Guimarães pretende disputar o Senado, e Dias atua na coordenação da campanha de Lula.
Sem um nome experiente, Lula pode decidir por Noleto. O fato de a SRI ser a única pasta comandada por um interino ilustra a dificuldade na substituição de Gleisi. Antes dela, o ministério foi chefiado por Alexandre Padilha, que está à frente do Ministério da Saúde.
Votações no horizonte
A articulação política segue, no momento, sem um chefe, em meio a discussões importantes para o governo no Congresso Nacional, a começar pela indicação de Messias ao STF.
De olho nas eleições, Lula também quer aprovar uma proposta para acabar com a escala 6x1, ou reduzir a carga horária. Também estuda avançar na criação de regras para o trabalho por aplicativo, e com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que tramita no Senado.
