O uso de emendas parlamentares para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu parecer favorável da advocacia da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8/4). De acordo com a apuração do setor da Casa Legislativa, não foram identificadas irregularidades nas emendas analisadas, que estão nos “parâmetros constitucionais aplicáveis”.
A avaliação das emendas surgiu após uma denúncia da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que apontou sobre a existência de um grupo de empresas que estariam funcionando como uma única organização, compartilhando o mesmo endereço, a mesma infraestrutura sob o comando de Karina Ferreira da Gama.
A suspeita, de acordo com a parlamentar, era de que os recursos públicos poderiam estar sendo usados para financiar Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para custear serviços de marketing eleitoral.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, também chegou a dar um prazo de cinco dias no último dia 23 de março para que a Câmara e os deputados do Partido Liberal se manifestassem sobre a denúncia de Tabata.
Em resposta, a Câmara justificou que as emendas denunciadas pela deputada eram de autoria do deputado Mário Frias (PL-SP) e que possuem finalidade definida não se tratando de “emendas Pix”.
