O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou, nesta sexta-feira (29/5), sobre as declarações do presidente Lula acerca da decisão da administração Trump sobre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). O pré-candidato da extrema direita foi um dos articuladores para a medida de Washington.
“Vocês já viram um presidente da República tratar integrantes do PCC e do CV como ‘nossos criminosos’?”, indaga Flávio nas redes sociais. Ele se refere a uma declaração do líder petista feita durante um evento nesta sexta.
Durante um evento da Petrobras, Lula afirmou que estava “triste” com a decisão do Departamento de Estado norte-americano. “Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, disse.
Flávio Bolsonaro utilizou este trecho da fala do presidente no vídeo publicado nas redes. “‘Nossos criminosos’, não. Seus criminosos! A soberania que a gente defende é a soberania do povo brasileiro. É a soberania das pessoas, das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narcoterroristas. Um governo paralelo impondo violência, covardia, medo”, declarou.
O senador concluiu o vídeo afirmando que o tempo do presidente Lula “está acabando”.
Papel de articulador
Dias antes do anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro visitou a Casa Branca e se reuniu com o secretário Marco Rúbio. A classificação de facções criminosas do Brasil como organizações terroristas já era uma das demandas da ala bolsonarista da direita.
Críticos ao senador afirmam que a viagem aos EUA foi uma forma de desviar o foco das recentes descobertas de conexões com o escândalo do Banco Master, além de uma ameaça à soberania nacional.
Mais cedo, Flávio chegou a agradecer Rúbio pela medida. “Muito obrigado, Sr. secretário de Estado! O combate aos narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”, publicou.
Em 2025, em meio à campanha de bombardeios norte-americanos à embarcações supostamente utilizadas para o transporte de drogas no Caribe, Flávio afirmou ter “inveja” e sugeriu que ataques semelhantes fossem feitos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
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