O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender o Pix, classificando o método de pagamento como "inegociável". "O Pix é sagrado, é do brasileiro, foi feito na gestão do [Jair] Bolsonaro, não tem taxa porque ele exigiu que não tivesse", declarou durante sabatina na TV Globo nesta sexta-feira (28/8).
A ferramenta de pagamento foi um dos motivos citados pelo governo americano para justificar a taxação de produtos brasileiros. Ao ser questionado sobre a fala do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a respeito de uma ferramenta semelhante utilizada pelos Estados Unidos, Flávio saiu em defesa do irmão. "Ele não quis dizer que o Pix estava na linha de negociação."
Segundo o parlamentar, o irmão faz um trabalho de "conscientização" ao "mostrar ao mundo o que está acontecendo hoje no Brasil, que está longe de ser uma democracia plena". "Você não pode acusar o Eduardo de manipular o Trump porque ele [presidente Trump] faz o que dá na cabeça dele", pontuou.
Flávio também disse que ele próprio foi aos Estados Unidos para tentar reverter o cenário. "As empresas brasileiras não conseguem mais, não têm capacidade de pagar mais impostos. E mais essa sobretaxa, que foi o Lula que cavou com força. O Lula procurou muito essa tarifa, ele xingou, ameaçou."
Questionado sobre uma postagem feita por Eduardo pedindo que o povo brasileiro agradecesse ao presidente americano, Donald Trump, Flávio reconheceu que o irmão errou.
"Eu acho que ele errou em agradecer em relação às tarifas. O trabalho que ele fez para conscientizar e a decisão quem tomou foi o governo americano, não foi Eduardo Bolsonaro. Portanto, ele não tem nada a ver com isso. O governo [americano] tem as informações, tem o serviço de inteligência", concluiu.
