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Entretenimento e reflexão

Adriana Izel
Vinicius Nader
postado em 03/09/2020 19:22
 (foto: Vira Comunicação/Divulgação)
(foto: Vira Comunicação/Divulgação)

 

Intérprete de André em 3%, série da Netflix cuja última temporada estreou em 14 de agosto, Bruno Fagundes espera um futuro para o Brasil muito menos caótico do que o mostrado na trama. O ator orgulha-se de fazer parte do elenco da primeira produção nacional da plataforma de streaming, ainda mais porque, segundo ele, a distopia diverte e também leva o público à reflexão sobre questões políticas “sem ser partidária”.


Três perguntas // Bruno Fagundes

Depois de duas temporadas, fica mais fácil voltar ao personagem?
É um processo mais complexo do que isso, muito artesanal, meticuloso e detalhado. O que fica mais fácil é que há mais intimidade com aquele personagem. A dificuldade é a mesma, senão maior. Você tem que lembrar o que fez nas temporadas anteriores, não pode abandonar o personagem que existiu nas outras temporadas, tem que acrescentar camadas, e isso é um desafio incrível. Ainda mais no caso do André, que “virou a casaca’’, que aprofundou questões mal resolvidas, que está mais agressivo, mais intolerante. Ao mesmo tempo, ele ainda é o André da segunda temporada, que se fragiliza ao ver a irmã, que ficou um ano numa solitária cheia de espelhos. Então, o desafio é maior, mas muito prazeroso.

3% mostra uma divisão social que é muito atual. Qual é a importância de se falar sobre isso?
A série sempre se comprometeu em ser política, mas sem ser panfletária, ela aborda questões políticas e sociais de forma alegórica, mas muito contundente. A série é de ficção científica, mas menos das ciências tecnológicas e mais das ciências sociais. Ela tem muito a ver sobre a questão política atual, polarização, intolerância, agressividade vigente, sobre resolver as coisas na base do grito. A produção foi muito atenta para deixar a série atual, e ao mesmo tempo universal, isso que é incrível. Ela conversa com a situação do nosso país, mas com qualquer regime autoritário, que seja contra a democracia.
Com a pandemia, muitos artistas optaram pela produção remota.

Qual é a lição que fica desse período para a arte?
Acho que a lição pós-pandemia não é para os artistas, é para quem consome a arte. A gente não vai parar, sempre lutamos contra diversas adversidades, por uma maior valorização, espaço, adaptação de linguagens. O que temos visto são os artistas fazendo um esforço desumano para transpor a linguagem para uma situação remota. Sinto muito pelo teatro, logo ele que tem a força na aglomeração, em lotar uma sala com diversas pessoas focadas só no que está acontecendo no palco. Temo que talvez a gente não consiga retomar esse público. A lição que fica é: se você gosta de arte, teatro, museu, cinema, quando isso tudo passar, volte massivamente e incentive a produção artística.

Ritmo certo?

 (foto: Globo/Ramón Vasconcelos)
crédito: Globo/Ramón Vasconcelos

O Domingão do Faustão promete para hoje o anúncio de seis participantes da edição deste ano do quadro Dança dos famosos. Semana passada, a gente conheceu os primeiros seis nomes: as atrizes Danielle Winits e Giullia Buscacio, o ator Henri Castelli, a modelo Isabeli Fontana, o cantor Belutti, da dupla com Marcos, e o ex-atleta Zé Roberto. Fica a dúvida de como Fausto Silva (foto) e a produção resolverão a questão do contato físico no quadro. A plateia será virtual, o júri também poderá avaliar os passos da televisão, se for o caso. Mas e o famoso e seu par? E os ensaios? Seria mesmo a hora de começar a 17ª edição de um dos quadros de maior audiência do programa?

O que vem por aí


Hoje, o streaming Starzplay disponibiliza a série Power Book II: Ghost

Amanhã tem estreia brasileira no Prime Box Brasil, às 20h30, com a série Amélio, o homem de verdade

Na terça-feira, a Warner Channel lança, às 13h20, a segunda temporada de Miracle workers

Também na terça-feira, tem a nova temporada de A Fazenda na Record

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