Saúde

Casca grossa, mas partida

Nos dias mais secos, é comum ocorrer o chamado pé rachado. Mas, quando o problema persiste, pode ser sinal de doenças mais graves

 

Embora seja motivo de piada para alguns, qualquer pessoa pode sofrer com pés rachados. A época da seca brasiliense predispõe todos ao problema — até crianças. Ainda mais no momento atual, de pandemia e de isolamento social para alguns, em que se passa muito tempo em casa, de chinelo ou mesmo descalço. Isso faz com que mais pessoas tenham esse contratempo.

A situação, além de constrangedora para quem quer usar sapatos abertos, causa dor, pode significar problemas mais sérios e favorece infecções. “Quando se tem uma rachadura no pé, há perda da barreira cutânea. Ela abre portas para a entrada de bactérias e fungos. É o que a gente chama de infecção secundária”, explica a dermatologista Luanna Portela, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Distrito Federal.

Portanto, é preciso prevenir, tratar e ficar de olho, se não melhorar. Nesse caso, é necessário uma avaliação médica. Pode ser que a causa não seja apenas a secura, mas outras doenças. “Psoríase, dermatite de contato e algumas micoses causam descamação”, exemplifica a especialista.