Casa

Valorizando o essencial: CasaCor se adapta aos tempos de pandemia

Os novos tempos que vivemos tiveram reflexos na arquitetura e decoração, como mostram os espaços expostos na CasaCor Brasília deste ano

Renata Rusky
postado em 15/10/2020 19:24
Ângela Castilho e Alex Rodrigues apostaram no estilo wabi-sabi, de origem japonesa e que valoriza o simples, para projetar o espaço Pausa -  (crédito: Edgard Cesar/Divulgação)
Ângela Castilho e Alex Rodrigues apostaram no estilo wabi-sabi, de origem japonesa e que valoriza o simples, para projetar o espaço Pausa - (crédito: Edgard Cesar/Divulgação)

A pandemia do novo coronavírus levou muitos a repensarem o estilo de vida glamouroso, exageradamente requintado. E o projeto Janelas CasaCor, edição Brasília, mostra um pouco disso em alguns espaços. Com um formato totalmente diferente do tradicional, os ambientes da mostra foram feitos dentro de contêineres e os visitantes espiam pelas grandes janelas. O conceito foi assinado por Eduardo Sainz e Lilian Glayna Sainz. O Correio é parceiro de mídia do evento.

No projeto de Ângela Castilho e Alex Rodrigues, é possível ver o uso de materiais naturais. Alguns com pouco acabamento. A ideia é respeitar as imperfeições e engrandecer detalhes da natureza. Trata-se do estilo wabi-sabi, de origem japonesa e que valoriza o simples, o modesto, a assimetria. “Quisemos criar um ambiente que remetesse a um retorno ao mais primitivo, à vida mais simples, com menos tecnologia”, explica a arquiteta. Wabi significa rústico e sabi representa a beleza que chega com a idade.

Um dos elementos que chamam a atenção no ambiente intitulado Pausa é a parede de pedras grandes. Segundo Ângela, o elemento dá uma sensação de acolhimento, de “abraço apertado”, como em uma caverna. Mas, ao mesmo tempo, refresca o ambiente. “São um ar-condicionado natural”, completa.

Embora os arquitetos tenham optado por um estilo simples, Ângela garante que as pedras podem ser usadas em outros contextos. “Podem ser assentadas de diversas maneiras, para ficar mais contemporânea, mais rígida, mais wabi-sabi”, afirma.

Natureza

No Box Gourmet, projetado por Ney Lima e Walléria Teixeira, a parede e o chão são de um porcelanato que imita a granitina: rusticidade e modernidade
No Box Gourmet, projetado por Ney Lima e Walléria Teixeira, a parede e o chão são de um porcelanato que imita a granitina: rusticidade e modernidade (foto: Edgard Cesar/Divulgação)

O espaço projetado pelos arquitetos veteranos Ney Lima e Walléria Teixeira, o Box Gourmet São Geraldo, também focou no essencial, segundo os profissionais. As pedras estão presentes, mas de uma forma bem diferente. A parede e o chão são de um porcelanato que imita a granitina, um material com grânulos de pedras naturais — mais fácil de instalar e de limpar. “A granitina é um piso que, desde o início de Brasília, usa-se. Muitos pilotis com o material remetem à década de 1960”, detalha Ney.

Para contrapor essa modernidade, diversos elementos da natureza. “Trabalhamos com o artesanal, com o rústico”, cita Walléria. Além da madeira, um grande enfeite artesanal em cima da ilha central e eletrodomésticos de última geração convivem com peças de barro e galhos de madeira que enfeitam e dão aconchego ao ambiente gourmet.

Janelas CasaCor 2020, edição Brasília

Até 2 de novembro de 2020, das 8h às 21h, no Parque da Cidade (próximo ao Estacionamento 10)
Visitação virtual: www.janelas.com
Entrada: gratuita

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