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Manual da esfoliação: fim da seca é a época propícia para a renovação da pele

O fim da seca é a época propícia para a esfoliação da pele, processo que ajuda a remover as células mortas. Saiba como fazer de forma correta

Por Ailim Cabral
postado em 06/12/2020 15:00 / atualizado em 06/12/2020 16:03
 (crédito: Ebserh/Divulgação)
(crédito: Ebserh/Divulgação)

O período de seca passou e, depois de cuidados intensos focados na hidratação da pele, é preciso investir em boas esfoliações para remover as células mortas e renovar a pele. Mas como fazer isso de forma não agressiva? E como escolher o melhor tipo de esfoliação? Podemos usar o mesmos método no rosto e no restante do corpo? As dúvidas são muitas.

Para Wendell Santos, formador de skincare da Lancôme, a esfoliação é uma etapa essencial nos cuidados com a pele. Remove as células mortas e as impurezas e confere radiância e viço. “A pele é o maior órgão do corpo humano e está sujeita, diariamente, a diversos danos, que incluem poluição, vento, sol e variação de temperatura. A esfoliação é uma grande aliada para a renovação celular, além de desobstruir os poros e facilitar a penetração dos ativos de tratamentos. Além de uniformizar e prevenir os sinais do envelhecimento, trata a foliculite e auxilia quando o assunto são pelos encravados”, detalha Wendell.

A dermatologista Alessandra Romiti, coordenadora do departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que a esfoliação remove as camadas mais superficiais da pele, auxiliando no ciclo de renovação natural e é muito indicada para pessoas com muitas espinhas ou tendência para formação de cravos.

Ela ressalta a importância de escolher produtos adequados para cada tipo de pele, além de estar atento às particularidades de cada paciente. Pessoas com peles oleosas podem optar por produtos mais fortes, enquanto as com pele seca ou sensível devem preferir os mais delicados. O tamanho das partículas de um esfoliante faz com que o produto seja mais ou menos agressivo ou áspero.

Outro cuidado importante, segundo a médica, é com outros tratamentos de pele. “Pessoas que estão fazendo tratamentos para acne ou clareamento, por exemplo, devem sempre consultar os profissionais antes de inserir produtos na rotina de skincare. Aquela pele já está passando por procedimentos que a deixam mais sensível e suscetível, e a esfoliação pode acarretar irritações ou reações.”

Esfoliação física x esfoliação química
Segundo Alessandra Romiti, a esfoliação química é aquela feita a partir de ativos químicos, como os ácidos glicólico, retinoico e salicílico. Wendell Santos detalha que essas substâncias fazem com que as células mortas se desprendam, promovendo a descamação da pele e, consequentemente, a renovação. Ele acrescenta que esse tipo de procedimento costuma ser feito no inverno, para evitar a exposição excessiva ao sol, e não é indicado para peles sensíveis.

Já a esfoliação física ou mecânica, a que pode ser feita em casa, ocorre a partir da aspereza de grânulos em sabonetes e cremes ou de esponjas e pedras específicas. O atrito dessas partículas com a pele faz a remoção das células mortas da camada superficial e remove resíduos de maquiagem e poluição que se depositam no rosto ou corpo ao longo do tempo.

 


Manual da esfoliação

* Antes da esfoliação, higienize a pele para remover as impurezas.
* No caso do rosto, em peles normais e oleosas, pode ser feita de uma a duas vezes por semana.
* Pessoas com pele muito seca e sensível devem fazer apenas uma vez por semana.
* A esfoliação não deve ser um hábito diário, isso pode causar reações e agressões. Pequenos cortes na pele podem causar infecções e sensibilidade.
* A esfoliação no corpo pode ser feita semanalmente ou quinzenalmente.
* Após a esfoliação, aplique tônicos calmantes e purificantes e hidratantes enriquecidos para acalmar a pele.
* A esfoliação excessiva causa a redução do filme aquoso ou barreira cutânea na superfície da pele, diminuindo as defesas naturais do organismo e intensificando coceiras e ressecamento.
* A remoção da barreira cutânea também pode ser responsável por um efeito rebote, quando o corpo passa a produzir mais sebo para repor o que foi removido.
* Escolha esfoliantes com texturas mais confortáveis para sua pele, invista em grânulos que não agridam seu corpo e/ou rosto.
* O contato com esfoliante ou esponja, como a bucha vegetal, promove desconforto na pele, então manere nos movimentos e intensidade.
* Fuja de receitas caseiras de esfoliação. A dermatologista Alessandra Romiti alerta que atende diversos pacientes com a pele agredida por partículas agressivas demais e não adequadas para a pele, além de peles manchadas e queimadas.

 

 

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