Casa

Um pedacinho de Brasília no lar

Conheça um pouco do trabalho de artesãos locais que produzem peças decorativas que têm tudo a ver com a capital

Ailim Cabral
postado em 25/04/2021 08:00
Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta) -  (crédito: Geometria Candanga/Divulgação)
Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta) - (crédito: Geometria Candanga/Divulgação)

Na última semana, Brasília completou 61 anos. E a Revista continua as celebrações, trazendo para nossas páginas sugestões de presentes que têm tudo a ver com a capital. São opções de objetos de decoração que podem alegrar sua casa ou a de pessoas queridas. Afinal, ao valorizar os negócios locais, estamos valorizando nosso lar.

Candango de coração

Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta)
Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta) (foto: Geometria Candanga/Divulgação)

Natural de Nova York, Antonio Guimarães Duarte, 31, mora em Brasília desde 2007 e garante ser candango de coração e por opção. “Brasília foi a cidade que me acolheu em diferentes momentos da minha vida.”

Seguindo o carinho pela cidade, em 2017 nasceu a Geometria Candanga. Segundo Antônio, o projeto é fruto de um olhar fotográfico sobre a cidade e da necessidade do artista de se apropriar mais dos seus espaços. “As linhas dos blocos, os cobogós, os monumentos inspiram o trajeto do olhar e da caminhada, em que busco as formas geométricas escondidas pelos cantos em seus jogos de luz e sombra, curvas e retas”, detalha.

Brincando com as formas, espelhando, duplicando e multiplicando os desenhos fotografados, Antônio as transforma em azulejos, que considera um elemento simbólico e próprio de Brasília. “É um diálogo entre a arquitetura, o design, a fotografia e a arte. Inventar possibilidades a partir dos blocos, dos monumentos, das formas que eu vejo quando caminho pelas vias da cidade”, completa.

Instagram: @geometria.candanga
Email:geometria.candanga@gmail.com

Cadernos para inspirar

Cadernos do Barbante Vermelho (R$ 60)
Cadernos do Barbante Vermelho (R$ 60) (foto: Barbante Vermelho/Divulgação)

Apaixonada por Brasília, Beatriz Medeiros de Oliveira, 25, criou o Barbante Vermelho em maio de 2018. Ela aprendeu a fazer cadernos em uma disciplina da Universidade de Brasília (UnB) e iniciou uma produção regular. Os amigos gostaram, pediram e começaram as vendas.

Para Beatriz, escrever e desenhar contemplando a cidade era um hábito antigo, e poder traduzir isso em seu trabalho é uma das maneiras de homenagear Brasília. “Ela me inspira em tudo! Eu amo a cidade, o clima do cerrado, a monumentalidade dos vazios. Sou do tipo de pessoa que para nos lugares e fica contemplando. Queria que todos pudessem fazer isso, mas com um caderno que parecesse com quem carrega”, completa.

Instagram: @obarbantevermelho

Descobrindo-se artistas

Deu na Telha (preço variável)
Deu na Telha (preço variável) (foto: Deu na Telha/Divulgação)

O casal Gabriel Kuch, 29, e Bárbara Segato, 28, não nasceram em Brasília — ela é de Marília (SP) e ele, do Rio de Janeiro. Os dois, porém, adotaram a cidade por amor. “Foi onde criamos nossa morada. Tem seus cantinhos pulsantes, que vamos descobrindo e criando aos poucos. Com suas pontes para se alastrar para o resto do país, se inteirando de novas culturas e regiões por meio da mistura de pessoas. Ao mesmo tempo em que nos parece ser ilha, nos parece ser o coreto do país. Lugar onde todo o Brasil vai se encontrar num fim de tarde para conversar sobre como foi o dia”, declara o casal.

O lado artístico de Bárbara e Gabriel se exacerbou durante o isolamento e, há oito meses, surgiu a Deu na Telha. “Como o nome diz, foi algo que apareceu do nada, deu na nossa telha e começamos a criar”, conta Bárbara.

Usando a arte como terapia e como forma de cura para si e para quem mais precisar e buscar, o casal encontrou uma forma diferente de vender. “Na contramão dos tratos comerciais, fizemos questão de manter esta arte aberta e acessível. Por isso, cada pessoa paga o que der na telha, o quanto quiser e o quanto puder”, completa.

Instagram: @deu.na.telh4
E-mail: contato.deunatelh4@gmail.com

Do barro e do sertão

Enfeites artesanais (ao fundo) da Arte Duvale (entre R$ 65 e R$ 650) e filtro de barro Cacto (R$ 480)
Enfeites artesanais (ao fundo) da Arte Duvale (entre R$ 65 e R$ 650) e filtro de barro Cacto (R$ 480) (foto: Arte Duvale/Divulgação)

Natural de Monte Azul (MG), Warley Rodrigues de Souza, 35, chegou a Brasília em 2007 e rapidamente caiu de amores “pelas avenidas espaçosas, pelo verde das árvores, pelo céu incomparável, pelos monumentos em aço e concreto, com suas curvas que dão um nó em nossa cabeça”.

Inspirado pela cidade definida por ele como ponto de encontro de todos os povos do Brasil e do mundo, criou a Arte Duvale em 2018. O fato de os brasilienses serem grandes fãs da arte mineira, também foi um fator decisivo.

O nome Duvale é inspirado no trabalho artesanal do Vale do Jequitinhonha (MG) e as cores da logomarca, preto e amarelo, simbolizam, respectivamente, o barro ao ser preparado para modelagem e a região seca do sertão mineiro. A pequena rosa é uma homenagem às mulheres do barro, responsáveis pelo artesanato.

Instagram: @arteduvale
WhatsApp: (61) 9 8425-3126
Loja: Feira da Torre de TV, Bloco B, Box 77

 

  • Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta)
    Azulejos em madeira, da Geometria Candanga (preço sob consulta) Foto: Geometria Candanga/Divulgação
  • Cadernos do Barbante Vermelho (R$ 60)
    Cadernos do Barbante Vermelho (R$ 60) Foto: Barbante Vermelho/Divulgação
  • Deu na Telha (preço variável)
    Deu na Telha (preço variável) Foto: Deu na Telha/Divulgação
  • Enfeites artesanais (ao fundo) da Arte Duvale (entre R$ 65 e R$ 650) e filtro de barro Cacto (R$ 480)
    Enfeites artesanais (ao fundo) da Arte Duvale (entre R$ 65 e R$ 650) e filtro de barro Cacto (R$ 480) Foto: Arte Duvale/Divulgação
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