Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, a Lua está na fase crescente, tendo entrado nesse estágio às 01h48, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Nessa etapa, o satélite torna-se mais fácil de observar, sendo visível à tarde e no início da noite, sempre na parte oeste do céu. Essa configuração aumenta as chances de observação, especialmente em locais com céu claro.
A fase crescente é uma das etapas do ciclo lunar que se repete aproximadamente a cada 29,5 dias. Ela ocorre logo após o período em que o satélite está praticamente invisível no céu e vai até o momento em que a Lua atinge metade de sua face iluminada.
Durante essa fase, a parte da superfície lunar que refletirá a luz solar para nós aumenta gradualmente a cada noite, fazendo com que a Lua pareça “crescer” no céu. Esse processo acontece porque a posição relativa entre a Terra, a Lua e o Sol vai mudando ao longo da órbita lunar.
Aspectos científicos envolvidos
Do ponto de vista astronômico, essa fase é importante para o estudo da dinâmica orbital. O satélite percorre cerca de 13 graus por dia ao redor da Terra, o que explica as mudanças perceptíveis em sua aparência em intervalos relativamente curtos. Além disso, a variação de luz influencia marés, comportamento de animais e até pesquisas sobre iluminação natural noturna em áreas urbanas.
Melhor momento para identificar relevos na Lua
Por estar visível ainda com o céu claro, esse período é considerado ideal para iniciantes na observação astronômica. Binóculos simples já permitem identificar relevos como crateras, especialmente na linha que separa a parte iluminada da região escura (chamada terminador), onde o contraste é maior. Culturalmente, essa etapa também costuma ser associada a crescimento e renovação, aparecendo com frequência em calendários agrícolas e tradições populares.
Regra do “C” e do “D”
No Hemisfério Sul, a parte iluminada do disco forma visualmente a letra “C”, indicando que a iluminação aparece do lado esquerdo para quem observa da Terra. No Hemisfério Norte, o brilho lembra a letra “D”, com a região clara surgindo à direita. Essa diferença ocorre por causa da posição do observador em relação ao plano orbital do satélite, e não por mudanças reais em sua fase, que é a mesma em todo o planeta; o que muda é apenas a perspectiva de quem observa o céu.
