As mudanças rápidas de temperatura, cada vez mais comuns em diferentes regiões do país, têm impacto direto no organismo e exigem atenção constante. O corpo precisa se adaptar a oscilações térmicas, baixa umidade e alterações na rotina, o que pode comprometer a imunidade, a saúde respiratória e a integridade da pele. Nesse sentido, pequenas alterações no dia a dia fazem diferença real na prevenção de doenças e no bem-estar.
“A transição do verão para o outono costuma ser subestimada, mas é um período em que o organismo precisa de adaptação. A queda de temperatura e a redução da umidade afetam a pele, o sistema respiratório e até a imunidade. Pequenas mudanças de hábito, como manter a hidratação, cuidar da pele e ajustar a rotina, fazem grande diferença para evitar problemas comuns dessa época”, explica o dermatologista Gustavo Saczk.
Abaixo, confira cuidados essenciais para manter a saúde nesta época do ano!
1. Mantenha a hidratação, mesmo sem sede
Com a queda da umidade e temperaturas mais amenas, a sensação de sede diminui, mas o corpo continua perdendo líquidos. Esse processo, muitas vezes imperceptível, pode levar à desidratação leve e impactar diretamente o funcionamento do organismo e a proteção das mucosas.
“No clima seco, muitas pessoas não percebem o quanto estão desidratadas, porque a sensação de sede diminui. Por isso, é essencial manter a ingestão regular de água. A hidratação adequada ajuda a manter o equilíbrio do organismo, protege as vias respiratórias e contribui diretamente para o fortalecimento da imunidade, especialmente em períodos de maior circulação de vírus”, orienta a nutricionista Laita Balbio, do Espaço Hi.
2. Reforce a imunidade com alimentação equilibrada
As variações de temperatura exigem mais do corpo, que precisa estar preparado para responder a mudanças ambientais e à maior exposição a agentes infecciosos. A alimentação, nesse contexto, desempenha papel estratégico na prevenção.
“[…] Manter uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais, ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Nutrientes como vitamina C, zinco e antioxidantes são fundamentais para reduzir o risco de infecções e melhorar a resposta do corpo às variações de temperatura”, explica Laita Balbio.
3. Não subestime os sintomas respiratórios
As infecções respiratórias já não seguem mais um padrão restrito ao inverno. “A sazonalidade das infecções respiratórias está cada vez menos definida. Hoje, observamos casos ao longo de todo o ano, não apenas no inverno. Isso acontece porque fatores como mudanças climáticas, maior circulação de pessoas e ambientes fechados contribuem para a disseminação contínua dos vírus. O paciente precisa entender que o cuidado não pode ser sazonal, ele deve ser constante”, explica a médica Brianna Nicoletti.
4. Evite ambientes fechados e pouco ventilados
Durante as mudanças de temperatura, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus e agrava problemas respiratórios, especialmente em locais com baixa circulação de ar. “[…] A prevenção precisa fazer parte da rotina, com atenção à ventilação dos espaços, higiene e cuidados contínuos com a saúde”, reforça Brianna Nicoletti.
5. Redobre os cuidados com a pele
A pele é uma das primeiras a sentir os efeitos das mudanças do clima. A combinação de ar seco, banhos quentes e variações de temperatura compromete a barreira cutânea. “A queda de temperatura, mesmo que leve, já impacta a pele. É comum observar ressecamento, sensibilidade e até descamação nos primeiros dias. Por isso, é fundamental adaptar a rotina de cuidados, reforçando a hidratação e evitando hábitos que agridem a barreira cutânea, como banhos muito quentes e prolongados”, explica a dermatologista Camila Sampaio.
6. Entenda os sinais de problemas recorrentes na garganta
Mudanças de temperatura também podem atuar como gatilho para inflamações frequentes na garganta. Quando os episódios se repetem, é importante investigar as causas e evitar tratamentos inadequados.
“As amigdalites de repetição não devem ser encaradas como eventos isolados. Na prática, o que observamos é um comprometimento da função imunológica local das amígdalas, associado a fatores como alergias, respiração bucal e alterações da flora. Além disso, nem toda dor de garganta é amigdalite, e o diagnóstico incorreto pode levar a tratamentos inadequados e recorrência dos sintomas”, alerta a médica Renata Mori.
Por Sarah Carvalho
