Empreendedorismo

Pagamentos via Pix: 8 dicas para reduzir riscos nas transações 

Atenção ao recebedor, ao QR Code e às compras online ajuda a evitar prejuízos financeiros

O Pix já faz parte da rotina dos brasileiros, seja para pagar contas, dividir despesas ou fechar compras online. De acordo com o Banco Central, 80% da população utiliza a ferramenta, totalizando mais de 170 milhões de pessoas.

No entanto, com a praticidade, também aumentaram os golpes que exploram justamente momentos de distração no dia a dia. A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível reduzir bastante os riscos e utilizar o sistema com mais segurança.

A seguir, veja 8 orientações práticas para evitar armadilhas digitais ao fazer pagamentos via Pix!

1. Conferência dupla

Antes de confirmar qualquer pagamento na maquininha ou no celular, confira o valor e o nome do recebedor. Uma dica prática é reduzir os limites de transação diária nos aplicativos bancários, especialmente durante feriados. 

Se cair em um golpe, conteste a operação imediatamente no banco. “Registrar a contestação na hora e guardar comprovantes aumenta as chances de recuperar o valor”, orienta Marlon Tseng, CEO da Pagsmile.

2. Cuidado com QR Codes desconhecidos

Evite escanear códigos de origem duvidosa, especialmente em locais públicos ou recebidos por mensagens. Golpistas podem substituir QR Codes legítimos por versões falsas que direcionam o pagamento para outra conta.

3. Desconfie de pressa para pagar

Promoções com tempo limitado, cobranças urgentes e pedidos inesperados são sinais clássicos de golpe. Sempre que houver pressão para pagar rapidamente via Pix, pare e valide a informação antes de concluir a transação.

Compras online exigem atenção à reputação das lojas virtuais (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)

4. Atenção redobrada em compras online

Antes de pagar com Pix em lojas virtuais, verifique a reputação do site, a existência de CNPJ e canais de atendimento. Ofertas muito abaixo do mercado podem ser iscas para fraude.

5. Evite redes Wi-Fi públicas para transações

Conexões abertas podem facilitar o acesso de criminosos aos seus dados. Prefira utilizar sua internet móvel ou redes seguras ao realizar pagamentos.

6. Confirme pedidos de dinheiro por outros canais

Se um amigo, familiar ou empresa pedir um Pix inesperado, confirme a solicitação por outro meio, como ligação ou áudio. Golpes com contas clonadas são comuns e exploram a confiança da vítima.

7. Ative notificações e monitore sua conta

Manter alertas de movimentação ativos ajuda a identificar rapidamente qualquer transação suspeita. Quanto mais cedo o problema for percebido, maiores são as chances de o banco agir.

8. Biometria reforça a segurança 

Reforce a segurança de aplicativos sensíveis, como e-mails e redes sociais, utilizando o reconhecimento facial ou digital. Isso dificulta transações via Pix caso o celular caia nas mãos de terceiros. “Esses recursos adicionam uma camada extra de proteção que dificulta muito o acesso de terceiros”, explica Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply Tecnologia.

Por Samuel Lima

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