Com a popularização das corridas de rua no Brasil, cada vez mais pessoas têm adotado a prática como aliada da saúde física e mental. No entanto, o entusiasmo de quem está começando pode levar a erros que aumentam o risco de dores e lesões. Segundo o professor de Educação Física da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra, Thiago da Silva Lima, alguns hábitos comuns entre corredores iniciantes podem comprometer o desempenho e até afastar praticantes da atividade.
É muito comum que iniciantes se empolguem e tentem correr longas distâncias logo nas primeiras semanas. O corpo precisa de adaptação gradual para evitar sobrecargas musculares e articulares, alerta o professor.
A seguir, confira os principais erros que podem causar lesões durante a corrida!
1. Aumentar a intensidade rapidamente
Elevar distância, velocidade ou frequência dos treinos sem progressão adequada pode causar dores musculares, inflamações e lesões por esforço repetitivo.
2. Ignorar o aquecimento
Preparar o corpo antes da corrida ajuda na ativação muscular e reduz o risco de distensões e desconfortos durante a atividade.
3. Usar calçado inadequado
Tênis sem amortecimento apropriado ou incompatíveis com o tipo de pisada podem favorecer dores nos joelhos, tornozelos e coluna.
4. Não respeitar os limites do corpo
Insistir nos treinos mesmo com dores frequentes pode agravar lesões e aumentar o tempo de recuperação.
5. Esquecer o fortalecimento muscular
Exercícios de fortalecimento auxiliam na estabilidade corporal, melhoram o desempenho e ajudam na prevenção de lesões.
6. Negligenciar descanso e hidratação
A recuperação muscular faz parte do treino. Dormir mal, não se hidratar adequadamente e desrespeitar os períodos de descanso podem comprometer a saúde e o rendimento.
Cuidados que ajudam a evitar lesões
O ideal é começar de forma gradual para criar constância e evitar frustrações. A corrida traz diversos benefícios para o condicionamento físico, a saúde cardiovascular e o bem-estar emocional, mas é importante que a prática seja feita com orientação e respeitando os limites individuais, finaliza o professor.
Por Priscila Dezidério
