
Arquivo pessoal - Paulo Henrique Araujo, chefe da Ortopedia do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Como esta nova tecnologia pode impactar a área da ortopedia?
Para os pacientes que têm problema ortopédico em membros superiores, tanto porque perderam força, passaram por cirurgia e estão imobilizados ou porque têm uma deficiência estabelecida nos membros superiores, essa tecnologia pode pegar e carregar objetos por elas. O impacto que traz está justamente no fato de que essas pessoas não vão ficar completamente inativas. Obviamente, esse tipo de tecnologia não permite praticar esportes ou outras situações um pouco mais complexas, mas, para aquelas que são triviais, do dia a dia, ela auxilia sendo uma tecnologia barata e leve.
O braço desenvolvido é uma alternativa viável na recuperação e ajuda de pacientes?
Acredito que é uma alternativa aplicável muito mais na ajuda. Enquanto esse paciente está se recuperando de algum problema, ou que têm alguma deficiência, esse braço pode auxiliar a transportar objetos que ele não teria condição por conta da situação que está passando. Em relação à recuperação de cirurgias, acho que isso é mais responsabilidade da área da fisioterapia de reabilitação. Por isso, penso que o que pode descrever melhor esse braço desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Rice é a importância em ajudar o paciente a continuar com as funções diárias de carregar objetos.