Concordo com as conclusões do estudo publicado na Nature Climate Change, conduzido por pesquisadores da University of Michigan, e acrescento um ponto fundamental sobre o futuro dessa evolução. Historicamente, os avanços em baterias têm sido rápidos, mas a próxima fase tende a acelerar ainda mais, devido ao uso intensivo de inteligência artificial, modelagem computacional avançada e simulações em larga escala no desenvolvimento de novos materiais e arquiteturas de células. Isso permite testar virtualmente milhares de combinações químicas e soluções de gestão térmica em uma velocidade que simplesmente não existia há poucos anos. Por isso, embora ninguém consiga prever exatamente o ritmo dessas inovações, é razoável afirmar que a curva de progresso não será linear: a tendência é que sejamos surpreendidos com melhorias frequentes; possivelmente a cada semestre; em durabilidade, resistência a altas temperaturas e redução da degradação das baterias, reforçando ainda mais a confiança na eletrificação do transporte.
Carlos Augusto Serra Roma, diretor do Grupo de Infraestrutura e integrante do Conselho Diretor da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico)
