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Itabirito (MG), recebe a 23ª edição do Festival Tudo é Jazz

Apresentado pelo Ministério da Cultura, o Tudo é Jazz celebra o legado de Ella Fitzgerald e Dolores Duran, reforçando o papel da cultura no desenvolvimento social e regional, com apoio de empresas comprometidas com a arte e a sustentabilidade.

Itabirito (MG), recebe a 23ª edição do Festival Tudo é Jazz (Foto: TJ Itabirito4_Cred@oxvideos)

A cidade de Itabirito (MG) recebe, nos dias 15 e 16 de agosto, sexta e sábado, a 23ª edição do Festival Tudo é Jazz que, em 2025 homenageia duas grandes divas da música: a americana Ella Fitzgerald e a brasileira Dolores Duran. A curadoria é do pianista, compositor e arranjador Gustavo Figueiredo e a direção geral do produtor cultural, Rud Carvalho, da New View Entretenimento e Comunicação. Os shows acontecem na Praça da Estação, no centro da cidade.

É uma grande honra homenagear essas duas mulheres fortes e marcantes para a história do jazz e é um privilégio estar à frente desse projeto e proporcionar ao nosso público uma programação 100% gratuita e democrática”, explica Rud Carvalho.

Na cidade, os shows serão com os artistas Xênia, George Paiva, Happy Feet Big Band, além de músicos selecionados pelo edital de novos artistas do Festival, as talentosas Silvia Neiva e Camila Leonel.

O Festival Tudo é Jazz

O Festival Tudo é Jazz é um evento artístico-cultural de música que, até a pandemia, acontecia anualmente, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Desde 2022, quando completou 20 anos, expandiu sua programação para Belo Horizonte e outros municípios do interior mineiro.

O festival, promove o intercâmbio entre os mais variados estilos de jazz do Brasil e do mundo, tendo trazido já mais de 1.700 músicos que se apresentaram em teatros, praças públicas, cortejos, workshops e pocket shows e reúne a tradição e a inovação, conectando artistas de gerações e nacionalidades distintas, levando ao público o que há de mais relevante na música produzida atualmente, não apenas no Brasil, mas também em outras partes do mundo. 

O “Tudo é Jazz”, é considerado um dos 10 melhores eventos de jazz do mundo pela renomada revista Down Beat e viabilizada pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Sobre o Jazz

Sobre o jazz, o que podemos destacar, é que este é um gênero musical que nasceu nos Estados Unidos no início do século XX, fruto da fusão entre tradições africanas, europeias e afro-americanas.

Uma curiosidade intrigante, é a magia sonora que acontece quando ouvimos todas estas tradições, incorporando elementos como improvisação, síncope e uma forte expressão rítmica.

O Jazz, tem raízes no blues, no ragtime e nos cantos de trabalho e se espalhou pelo mundo como uma linguagem universal da música. Não é errado dizer, que o Jazz influenciou o rock e até a música erudita contemporânea. Suas variações do swing, do bebop, do cool jazz e do fusion, mostram a versatilidade e capacidade do Jazz se reinventar.

No Brasil, o jazz encontrou terreno fértil para diálogos criativos e isso se deu especialmente, a partir da bossa nova nos anos 1960, quando músicos como João Gilberto, Tom Jobim e Stan Getz criaram pontes entre harmonias sofisticadas e ritmos brasileiros, que projetaram a música brasileira no cenário internacional.

Atualmente festivais como “Tudo é Jazz”, clubes e artistas de várias gerações mantêm o jazz vivo em território nacional, mesclando-o com samba, choro e a MPB, em performances que preservam a improvisação como essência e celebram a liberdade criativa que o gênero representa.

Por trás do evento

Naturalmente, que um festival recheado de qualidade como o “Tudo é Jazz”, não aconteceria de forma isolada. É sempre importante e bem-vindo o relacionamento institucional das empresas patrocinadoras, marcando presença no cenário sociocultural das cidades brasileiras.

O patrocínio de festivais culturais de música e artes por empresas locais, especialmente por meio dos benefícios previstos nas Leis de Incentivo Fiscal, representa muito mais que um investimento em entretenimento e passa a ser uma ação estratégica de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Ao direcionar recursos para projetos culturais, as empresas que apoiam as iniciativas culturais, fortalecem o acesso às artes, preservam tradições, estimulam a economia criativa e promovem oportunidades de geração de renda e inclusão social.

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Essa prática está diretamente alinhada às metas de ESG (Environmental, Social and Governance), pois reforça o compromisso social e a boa governança, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura como elemento de coesão e identidade comunitária.

Que sorte podermos contar com empresas sensíveis que percebem que, apoiar iniciativas culturais nas regiões onde atuam contribui para o desenvolvimento regional aprimorado, ampliando o capital social, atraindo turismo, fomentando cadeias produtivas locais e fortalecendo vínculos com as comunidades.  

Empresas envolvidas na realização do Festival Tudo é Jazz

Foto: TJ Itabirito4_Cred@oxvideos

O “Festival Tudo é Jazz” lança mão deste benefício e é apresentado pela empresa Gerdau, patrocinado pela Vivo, e tem o apoio do poder público local e é uma realização da New View Entretenimento e Comunicação e da ALCE – Associação Livre de Cultura e Esporte, com curadoria do pianista, compositor e arranjador Gustavo Figueiredo, e direção geral do produtor cultural Rud Carvalho.

Como apoiadora da iniciativa, a empresa Gerdau destaca, que a parceria com o Festival Tudo é Jazz reflete o compromisso da empresa com o fomento às artes, à cultura e ao desenvolvimento integral das pessoas e das comunidades. “Apoiamos o festival há mais de 20 anos porque acreditamos no poder da arte para criar conexões e fomentar a criatividade. Ao incentivar atividades culturais como essa, buscamos não apenas apoiar artistas e iniciativas locais, mas também contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atuamos, comprometidos com o desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões socioculturais e ambientais“, comenta Pedro Torres, Diretor Global de Comunicação e Relações Institucionais.

Já para a Vivo, “o Festival é uma vitrine da riqueza cultural de Minas Gerais, que promove a diversidade artística e o acesso gratuito à música, e que são premissas da Vivo no fomento da Cultura”, afirma Sabrina Romero, gerente sênior de marketing da Vivo.

Com 124 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo.  Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço.

A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 230 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO?e), de 0,85 t de CO?e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,92 t de CO?e por tonelada de aço (worldsteel).

Com visão futurista, para 2031, a meta da Gerdau é diminuir as emissões de carbono para 0,82 t de CO?e por tonelada de aço.  

A Vivo, é considerada uma das principais marcas apoiadoras da cultura no Brasil e investe nas artes visuais, cênicas e na música para ampliar e democratizar o acesso dos brasileiros à cultura. Isso porque a empresa acredita no poder da tecnologia para potencializar o alcance das iniciativas culturais e contribuir para a transformação social por meio da arte.

Além de apoiar a circulação de espetáculos culturais por todo país, a Vivo possui o Teatro Vivo em São Paulo, que em 2024 promoveu 10 espetáculos, vistos por mais de 50 mil pessoas, e também incentiva importantes equipamentos culturais, como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Pinacoteca de São Paulo, MASP, MIS São Paulo, Instituto Inhotim, Museu Oscar Niemeyer e MAM- São Paulo.

Todas as suas iniciativas buscam ampliar o acesso ao conhecimento com novas formas de vivência e aprendizado, fortalecidas nos aspectos de diversidade, inclusão, coletividade e educação.

Um viva caloroso à cultura brasileira e um viva às empresas que apoiam estas iniciativas. Dois bons exemplos de relacionamento corporativo com a produção cultural brasileira. Assim, as empresas não apenas cumprem seus compromissos socioambientais, mas também deixam um legado tangível de impacto positivo e transformação social.

Próximas datas

Depois de visitar Itabirito, o Tudo É Jazz será realizado também nos dias 23 e 24 de agosto em Congonhas; 13 e 14 de setembro em Ouro Branco; e de 19 a 20 de setembro em Grão Mogol, por isso, vale a pena anotar esta agenda e participar.

Exposição “Ella & Dolores” (Foto: @diogoandradefotografo)

Uma parte de destaque e importante na programação, é a exposição “Ella & Dolores”, um encontro imaginário entre duas gigantes da música de dores e amores e encantamento, Dolores Duran e Ella Fitzgerald.

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Em Itabirito, a exposição fica em cartaz durante o Festival, também na Praça da Estação, com entrada gratuita. Com direção criativa de Ronaldo Fraga, o fotógrafo Rodrigo Januário assina o ensaio que imagina encontros possíveis entre as divas nos bastidores da vida: mesas de botequim, salões de beleza, igrejas e quartos de solidão sonora. 

A cenografia é assinada pelos arquitetos Clarissa Neves e Paulo Waisberg.  “Meu coração sempre pulsou mais forte fazendo a direção gráfica e criativa do Tudo é Jazz, mas, nesta edição, além do coração, minha alma está cantando com Ella e Dolores! O desafio vai ser transportar o público para ambientes do tempo delas através de suas vozes e composições”, explica.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre o Festival Tudo é Jazz, em sua versão 2025, é só visitar o site ou o Instagram.

Por isso, a recomendação é partir para Itabirito e aproveitar a programação, que acontece na Praça da Estação, no centro da cidade, com início previsto para 20 horas, nos dias 15 e 16 de agosto.

Eu encerro, agradecendo a contribuição da Bicalho comunicação, por meio da jornalista Paulinha Bicalho, que nos ajudou com o conteúdo de hoje!

Te vejo no Jazz! Até a próxima!

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