Em comemoração ao Dia Nacional do Fusca, celebrado no dia 20 de janeiro, o Festival Sobre Rodas prepara uma celebração especial para os apaixonados pelo carro mais carismático da história. O evento acontecerá no próximo domingo, dia 25 de janeiro, no Shopping Estação BH, e vai se transformar em um museu a céu aberto dedicado ao Fusca. A exposição contará com dezenas de exemplares que contam a trajetória do modelo no Brasil, desde os clássicos impecavelmente originais, que preservam a nostalgia das décadas passadas, até as versões customizadas que refletem a personalidade dos seus donos.
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Além da oportunidade de contemplar essas relíquias, o público poderá desfrutar de uma programação cultural completa projetada para toda a família. O festival contará com o tradicional Mercado de Pulgas, espaço onde colecionadores e entusiastas encontram peças raras e itens de memorabilia automotiva, além de shows de bandas de rock que garantem a trilha sonora ideal para o encontro. O ambiente será reforçado por uma área gastronômica variada e espaços de lazer, consolidando o evento como um importante ponto de encontro para os clubes de carros antigos de Minas Gerais e para o público geral que busca uma opção diferenciada de entretenimento na Região Norte de Belo Horizonte.
No palco, shows com Lurex com seu tributo à banda Queen, Chevette Hatch com clássicos do rock nacional e internacional dos anos 80 e 90, e Putz Grilla com o melhor do rock and roll. A entrada para os visitantes segue o formato de evento solidário ou gratuito, reforçando o compromisso social do Shopping Estação BH com a comunidade. Para os proprietários que desejam expor seus veículos, as inscrições e regulamentos devem ser consultados antecipadamente através dos canais oficiais do shopping. É a chance perfeita para celebrar o legado do “besouro” e compartilhar histórias entre gerações de fãs que mantêm viva a cultura antigomobilista no estado. Para mais detalhes sobre horários e atrações musicais, acesse o perfil do Shopping Estação BH no Instagram.
O Fusca
A história do Fusca começou na Alemanha da década de 1930, fruto de um projeto encomendado por Adolf Hitler ao engenheiro Ferdinand Porsche. O objetivo era criar um “carro do povo” (Volkswagen) que fosse barato, resistente e capaz de carregar dois adultos e três crianças a 100 km/h. O design icônico, com formas arredondadas que lembram um besouro, foi pensado para ser aerodinâmico e facilitar a produção em massa. Contudo, com o início da Segunda Guerra Mundial, a produção civil foi interrompida e a fábrica passou a produzir veículos militares baseados na mesma plataforma.
Após o fim do conflito, a fábrica de Wolfsburg estava em ruínas e quase foi descartada pelos aliados, mas o major britânico Ivan Hirst percebeu o potencial do veículo e retomou a fabricação para fins civis. A partir daí, o Fusca conquistou o mundo por sua mecânica simples e confiável, caracterizada pelo motor traseiro refrigerado a ar, que dispensava o uso de água e radiador. No Brasil, o modelo chegou oficialmente em 1950, inicialmente montado em São Paulo com peças importadas, e em 1959 passou a ser fabricado nacionalmente na unidade da Volkswagen em São Bernardo do Campo, tornando-se uma paixão nacional e líder absoluto de vendas por décadas.
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Uma curiosidade marcante é a origem do nome brasileiro: a palavra “Fusca” nasceu da dificuldade de pronúncia da sigla VW (Vau-Vê em alemão), que soava como “fulka” ou “fulque” nos ouvidos brasileiros, acabando por se transformar no nome carinhoso que conhecemos. No cenário cultural, o carro virou estrela de Hollywood com o personagem Herbie, o Fusca número 53, e protagonizou um episódio curioso na política brasileira em 1993, quando o então presidente Itamar Franco incentivou a volta de sua produção, criando o modelo que ficou conhecido como “Fusca Itamar”.
A produção mundial do modelo original só chegou ao fim definitivo em 30 de julho de 2003, no México, encerrando um ciclo de mais de 21 milhões de unidades produzidas. Hoje, o Fusca é muito mais que um meio de transporte; ele é um item de colecionador e um ícone cultural que celebra o seu legado todo dia 20 de janeiro no Brasil e em 22 de junho mundialmente. Sua resistência era tamanha que ele podia atravessar trechos alagados graças ao seu assoalho vedado, o que alimentou o mito popular de que o carro seria capaz de flutuar na água.
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