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Expedições em grupo: modelo vence fobias e atravessa fronteiras culturais

Modelo de viagem com guia que acompanha desde o aeroporto ajuda brasileiros a vencerem barreiras como o idioma e o medo de avião ou de água.

Expedições em grupo: modelo vence fobias e atravessa fronteiras culturais (O formato de expedições guiadas cresce como solução para viajantes que buscam segurança, logística resolvida e a superação de barreiras pessoais. (Foto: Ivan S/Pexels))

Viajar para o outro lado do mundo sem falar a língua ou carregando medos antigos parece, à primeira vista, um desafio insuperável. No entanto, é exatamente nesse nicho que o modelo de expedições tem se consolidado no mercado. A proposta vai além do turismo convencional: trata-se de um sistema de “apoio total”, onde a logística complexa e o acompanhamento técnico transformam insegurança em experiência de vida. Quando a agência assume a responsabilidade pela imigração, câmbio e suporte em tempo integral, o turista ganha liberdade para focar no destino.

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Para muitos turistas, o “perrengue” não faz parte do roteiro ideal. Dessa forma, o modelo de expedições oferecido por agências como a Se Tu For Eu Vou – Viagens é o ideal, levando grupos com um guia que resolve tudo: da imigração no aeroporto até a escolha do restaurante.

Vencendo medos e realizando sonhos

Para o radialista Antônio de Paula Lima, de 60 anos, morador de Belo Horizonte, esse apoio foi essencial. Ele sempre quis viajar para o exterior, mas adiava o plano porque a esposa tem medo de voar. Ao encontrar o grupo, ele decidiu ir sozinho para a Tailândia, mesmo enfrentando outro desafio: o medo de água.

Com o incentivo do guia Luis Antonio Caetano, que estava ao seu lado no mar, Antônio conseguiu mergulhar com máscara e ver os peixinhos pela primeira vez. “Se não fosse ele ali me incentivando, eu teria ficado no barco”, conta. Depois dessa experiência, ele já carimbou o passaporte na Suíça e em Londres.

O formato de expedição também rompe barreiras geográficas e culturais. Adma Giane Menegazzo Rover, moradora do distrito de Moraes Almeida, no interior do Pará, viajou cerca de 800 km apenas para chegar ao aeroporto mais próximo antes de embarcar para a Coreia do Sul. Sem falar inglês e vinda de uma realidade rural, ela destaca a segurança como fator decisivo: “Se não fosse nesse formato, eu nunca teria tido coragem”.

Para a comerciante cearense Deuselina Almeida, a “Duda”, de 50 anos, a comodidade é o maior ativo. “É perfeito para mim porque não preciso resolver nada”, resume. Da documentação ao suporte humano — como o empréstimo de um equipamento de mergulho pela guia Carolina Taketomi — os detalhes são o que transformam a viagem em um serviço de excelência.

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Viagem no formato de expedição ajuda a realizar sonhos (Foto: Divulgação)

Facilidade oferecida

O sucesso das expedições reside na curadoria e na mitigação de riscos. “Só realizamos expedições com roteiros previamente testados. Antes de levar o grupo, verificamos voos, hotéis, transfers e restaurantes”, explica Luis Antonio Caetano.

Este modelo atende a uma demanda crescente: pessoas que possuem recursos para viajar, mas não dispõem de tempo para o planejamento logístico ou não possuem companhia. O líder do grupo acompanha os viajantes desde o check-in no Brasil até o retorno, ajudando inclusive em momentos de lazer, como jantares e passeios noturnos. Para este ano, o calendário da agência reflete a diversidade de interesses do mercado brasileiro, com destinos que vão da caçada à Aurora Boreal na Islândia ao Festival das Lanternas na Tailândia, passando por Egito, Japão e China.

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O fenômeno das expedições prova que, quando o turismo funciona alinhado e com responsabilidade, o “outro lado do mundo” fica muito mais perto do que se imagina.

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