Viagens com gastos ilimitados e a busca incessante pelo ângulo “instagramável” apenas para ostentar nas redes sociais já não estão mais em alta como costumavam. Em 2026, o comportamento do viajante está passando por uma redefinição profunda. Segundo o levantamento global Unpack ’26, realizado pela Expedia, a prioridade agora é a autenticidade. O turista atual busca destinos que se conectem com seus interesses íntimos e valores pessoais, deixando o status em segundo plano.
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O relatório aponta que destinos fora do óbvio, como Big Sky (EUA), Okinawa (Japão) e Sardenha (Itália), tiveram um salto expressivo nas buscas. Essa tendência reflete o desejo por lugares menos tradicionais e mais genuínos. Para a especialista em marketing de experiência e relações públicas, Kaká Marinho, esse movimento internacional ecoa fortemente no mercado brasileiro. “O futuro do turismo está menos ligado ao status e mais ao propósito, ao cuidado com os destinos e à capacidade de criar experiências que realmente fazem sentido para quem vive e para quem visita”, analisa.
Uma das tendências mais fortes para este ano é a fuga do caos das metrópoles em direção ao campo. O turismo rural ganhou força total entre a Geração Z e os Millennials, que estão trocando resorts luxuosos por fazendas e refúgios no interior. Esses roteiros incluem atividades imersivas como trilhas e caminhadas contemplativas, interação direta com animais e colheita de frutas, legumes e verduras frescas.
Essa busca por vivências locais e narrativas humanas reais é o que Kaká Marinho define como o centro das transformações do setor. O turista não quer apenas “estar” em um lugar; ele quer viver a história daquele território.
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Além da imersão cultural, o fenômeno do set-jetting — viagens inspiradas por cenários de filmes e séries de TV — continua atraindo multidões, transformando o entretenimento em roteiro turístico. No entanto, independentemente da motivação, dois fatores tornaram-se obrigatórios na hora de fechar um pacote: sustentabilidade e impacto positivo.
De acordo com Marinho, a personalização da viagem aliada à responsabilidade com a natureza e com a cultura local deixou de ser um diferencial para se tornar um critério básico de escolha. Em 2026, viajar bem significa viajar com consciência, priorizando a conexão humana e o respeito ao meio ambiente.
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