O Deserto do Atacama, no Chile, é conhecido mundialmente por ser o lugar mais árido do planeta. No entanto, quem visita a região em fevereiro encontra um cenário que desafia as estatísticas: o chamado Inverno Altiplânico. Esse fenômeno climático, provocado por massas de ar úmidas vindas da Amazônia, traz chuvas ocasionais que transformam radicalmente a paleta de cores e a geografia do norte chileno, oferecendo aos brasileiros uma experiência que foge do óbvio.
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De acordo com a Horizonte Turismo, operadora especializada na região, esse espetáculo natural revela facetas raras. A Cordilheira de Sal, habitualmente monocromática, ganha tons esbranquiçados com a evaporação da umidade, enquanto os vulcões e montanhas no horizonte surgem frequentemente cobertos de neve fresca. A presença de nuvens — algo raro no restante do ano — também atua como um filtro natural, intensificando o pôr do sol e criando cores vibrantes que são consideradas algumas das mais impressionantes do mundo.
Roteiros transformados pela natureza
A mudança climática redesenha os passeios icônicos do destino. No Valle de la Luna, as dunas e formações rochosas ganham novas texturas sob a luz filtrada, enquanto nos Geysers del Tatio, o vapor dos campos geotérmicos torna-se ainda mais dramático ao contrastar com o ar frio das manhãs. Já as Lagunas Altiplânicas, como Miscanti e Miñiques, passam a refletir os picos nevados, criando uma moldura cinematográfica. Até mesmo as famosas Piedras Rojas ganham intensidade visual com a variação de luz e as nuvens que marcam a estação.
Para o viajante que deseja ir além, San Pedro de Atacama se consolida como ponto estratégico para outro gigante sul-americano: o Salar de Uyuni, na Bolívia. Distante apenas 40 km da fronteira, o acesso facilitado permite que o turista presencie o famoso “efeito espelho” no Uyuni, que ocorre justamente neste período de chuvas, quando uma fina camada de água sobre o sal reflete o céu de forma infinita.
A Horizonte Turismo destaca que o Inverno Altiplânico pode exigir ajustes nos cronogramas devido às chuvas, mas ressalta que cada adaptação é uma oportunidade de ver o deserto sob uma ótica que poucos viajantes conhecem.
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Para quem embarca nessa jornada, a preparação é fundamental, já que as temperaturas oscilam drasticamente, podendo variar de 1°C durante a madrugada até os 30°C nas tardes ensolaradas. No fim das contas, o Atacama em fevereiro é um convite à contemplação de um ecossistema em constante e surpreendente transformação.
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