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Sexta-feira 13: lendas urbanas de arrepiar

Em uma data tão marcada pelo medo e as superstições, conheça lendas e histórias de terror de cada região do país

Sexta-feira 13: lendas urbanas de arrepiar (Aproveite a mística da data e conheça histórias assustadoras pelo Brasil (Foto: R?fat Gadimov/Pexels))

A data de hoje vem sendo aguardada em todo país, para muitos o início da folia, enquanto para outros é o começo de uma viagem de descanso, mas além de ser a primeira noite oficial de carnaval, o dia de hoje carrega um grande simbolismo. A sexta-feira 13 é uma data conhecida no imaginário popular brasileiro, cercada por histórias de terror, lendas urbanas e muitos mistérios. 

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A associação da data com o imaginário místico tem origem de uma mistura de culturas, que por muito tempo associaram o número 13 e a sexta-feira com situações de azar. Na mitologia nórdica, o número 13 ganhou fama de infortúnio por conta do deus Loki, que foi o 13º a chegar em um jantar em que ele não havia sido convidado, culminando em uma confusão que levou a morte de um dos convidados. No cristianismo, o número também é relembrado em um jantar, durante a Última Ceia Jesus se reuniu com seus 12 apóstolos — totalizando 13 pessoas —, e no final foi traído por Judas. Além disso, a sexta-feira é marcada no calendário cristão por ter sido o dia que Cristo foi crucificado. 

A data ganhou ainda mais bagagem com o lançamento do livro Sexta-feira 13, escrito por Thomas Lawson no século XX, que conta a história de um corretor da bolsa que escolhe esse dia para derrubar o mercado financeiro, e, principalmente, da série de filmes de terror “Sexta-feira 13”, que acompanham o assassino mascarado Jason Voorhees.

Enquanto o número 12 é associado com a completude (12 signos do zodíaco, 12 apóstolos de Jesus, 12 deuses no Olimpo), o 13 é visto como a quebra do ciclo. A sexta-feira solitária já possui também uma visão negativa, pois costumava-se pensar na Idade Média que era o dia da semana em que as bruxas se reuniam à noite. Por isso, a sexta-feira 13 carrega tantos significados. 

Muitas pessoas têm diversas superstições sobre a sexta-feira 13, acreditando que é um dia em que não se deve passar embaixo de escadas, cruzar com um gato preto e até mesmo derrubar sal. Entretanto, há muita gente que gosta de aproveitar a mística da data e fazer um dia de terror completo contando histórias e causos assustadores. 

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Em um país de dimensões continentais, existem diversas lendas urbanas que podem ser contadas para “arrepiar até o dedão do pé”. Conheça algumas:

Perna Cabeluda – Recife

Quem assistiu ao Agente Secreto, viu uma lenda urbana de Recife virar personagem do filme. A Perna Cabeluda é uma história que tem seus primeiros registros na década de 70, em que notícias informavam que uma perna humana, grande e coberta de cabelos, parecia sozinha, rondando a cidade, projetando sombra nas paredes e atacando pessoas na rua. A Perna Cabeluda chegou a ser tratada como “problema policial”, com jornais da época relatando que pessoas eram agredidas após zombarem da lenda, por isso, muitos moradores evitaram sair nas ruas a noite. Atualmente, a Perna Cabeluda faz parte da cultura popular de Recife, tendo virado tema de músicas, blocos de carnaval, esculturas e literatura de cordel.

Loira do Bonfim – Belo Horizonte

A Loira do Bonfim é uma história que já faz parte da história de Belo Horizonte. Com os primeiros indícios nos anos 1940 e 1950, a lenda conta que uma mulher loira, de bela aparência, passeava pelas zonas boêmias do centro da cidade durante as madrugadas, seduzindo alguns homens e os convidando a ir até a sua casa no bairro Bonfim. Contudo, ao chegarem ao local indicado, descobriam que o endereço misterioso era, na verdade, o emblemático Cemitério do Bonfim. A mulher então ia até a entrada do cemitério e, como um passe de mágica, desaparecia.

Matinta Pereira – Amazônia

A Matinta Pereira é uma das lendas mais assustadoras da região amazônica. A lenda diz que uma velha feiticeira circula pela floresta, perturbando quem vive ou anda por ela. Dizem que a bruxa vira uma coruja “rasga mortalha” durante a noite, soltando um assobio arrepiante e estridente anunciando sua presença. Para se livrar da sua presença, os moradores lhe oferecem fumo, mas se a Matinta Pereira aparecer na casa da pessoa para cobrar aquilo que lhe foi prometido e não encontrar, coisas terríveis acontecerão com a pessoa. A lenda ainda informa que, ao andar pela floresta, é preciso ficar atento. Se ouvir uma voz perguntando “Quem quer? Quem quer?” jamais responda “Eu Quero”, pois caso o faça, a maldição da Matinta Pereira passa a ser de quem respondeu.

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Minhocão do Pari – Mato Grosso

O Minhocão era um ser temido por pescadores que acreditavam que ele morava nas profundezas do Rio Cuiabá. Os mais antigos contam que havia uma criatura, que se assemelhava a uma cobra gigante, que vigiava as águas do rio. O animal ficava furioso com pescadores que não respeitavam a época de reprodução e pescavam mesmo assim, virando suas canoas. Dizem que o Minhocão foi embora na grande enchente de 1974, mas ainda há os que acreditam que a cobra está presa embaixo da igreja matriz da capital. Por isso, até hoje é proibido reformar ou restaurar a igreja, para não libertar a assombração.

Maria Degolada – Rio Grande do Sul

Maria Degolada: a história de um feminicídio real que virou santa, assombração e mito. A história é do assassinato de Maria Francelina Trenes, que foi degolada pelo namorado em 1899 durante uma briga por ciúmes. Com a morte trágica, Maria Francelina passou a ser reconhecida como Maria Degolada e passou a ser cultuada por pessoas de diversas religiões, como uma santa não canonizada. No local de sua morte, são feitos pedidos, velas acesas e placas são colocadas em agradecimento pelas graças alcançadas. Mas é importante reforçar, a “santa” não atende a pedidos policiais. A Maria Degolada também é reconhecida como assombração pelos mais antigos, que dizem que ela andava pelas ruas assustando crianças para que não saíssem de casa.

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