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Pensando em viajar para a China? Descubra o que os brasileiros fazem por lá

Com salto de 178% no número de turistas, fintech revela como o brasileiro consome na China: imersão profunda, super-apps e trens-bala. Xangai se consolida como polo de tecnologia e luxo, enquanto Pequim é o ponto de partida histórico.

Pensando em viajar para a China? Descubra o que os brasileiros fazem por lá (Pequim e Xangai são portas de entrada e também muito visitadas, mas os brasileiros também exploram as redondezas (Foto: divulgação Nomad))

Um novo levantamento da fintech Nomad, aponta que a China deixou de ser um destino de nicho para se tornar uma rota de imersão profunda para o turista brasileiro. Os dados revelam um crescimento de 178% no número de viajantes do Brasil para o país asiático entre 2024 e 2025 e mostra que viajar para a China já não é tendência, é realidade.

Ao contrário do comportamento padrão na Europa onde o turista costuma visitar vários países em uma mesma viagem , a China retém a atenção total do visitante: 91% dos brasileiros que desembarcam no país não visitam nenhuma outra nação na mesma viagem. O estudo analisou o comportamento financeiro dos clientes da Nomad nos últimos 18 meses, com foco em Pequim e Xangai, cruzando dados de volume financeiro total (onde o brasileiro deixa a maior parte do orçamento) com a recorrência de transações (onde o cartão é usado com mais frequência).

A China é um destino que alinha tradição cultural à vanguarda da economia digital. Esse potencial turístico soube usar recursos tecnológicos para eliminar barreiras linguísticas, permitindo que o viajante aproveite ao máximo sua estadia no país. Para nós, é gratificante ver como a Nomad remove as fricções financeiras nessa jornada: nossa plataforma é amplamente aceita nos estabelecimentos locais, garantindo que o brasileiro tenha a mesma fluidez de pagamento em Pequim ou Xangai que teria em qualquer metrópole ocidental, reforça Bruno Guarnieri, CRO da Nomad.

O fenômeno da mobilidade invisível e do QR Code

Antes de detalhar as cidades, o levantamento destaca tendências que dominam todo o país. A primeira é a soberania do Didi, aplicativo de transporte local. Ele lidera tanto em volume quanto em frequência porque elimina a barreira do idioma: o brasileiro não precisa explicar o destino ao motorista. Outro ponto é o refúgio gastronômico, onde redes como McDonald’s e Starbucks figuram no topo das transações diárias. Segundo a análise, isso ocorre pela facilidade tecnológica, já que o turista consegue fazer pedidos via totens ou QR Code de forma intuitiva, fugindo da barreira linguística dos cardápios tradicionais.

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Confira o comportamento do brasileiro ao viajar para a China

Pequim: o hub histórico e institucional

A capital chinesa atrai um perfil de consumo mais espalhado entre hotelaria tradicional, passeios históricos e uma forte cultura de conveniência.

  • Onde fica o volume do orçamento: Pequim é o ponto de partida. Por isso, gastos altíssimos vão para o 12306 CN Railway, a plataforma de trens-bala, que são usados para explorar seções da Muralha da China, como Mutianyu e Badaling, e cidades vizinhas. A hotelaria de grandes redes, como o Sunworld Dynasty Hotel, e a tradicional Apple Store completam o pódio de maiores aportes financeiros. 
  • O dia a dia do brasileiro em Pequim: Para serviços e alimentação, os brasileiros recorrem constantemente ao super-app Meituan. A rotina é sustentada por redes de conveniência como 7-Eleven e Lawson. Curiosamente, a loja de brinquedos colecionáveis Popmart tornou-se uma febre, figurando entre as transações mais frequentes dos brasileiros na cidade.

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Xangai: o polo de lifestyle e varejo de luxo

Mais ocidentalizada, Xangai desperta um comportamento de consumo focado em renovação de guarda-roupa, tecnologia e entretenimento de alto padrão.

  • Onde fica o volume do orçamento: O brasileiro vai a Xangai para investir em bens duráveis. A Apple com suas lojas icônicas em Pudong e Nanjing Road e a Uniqlo concentram o maior volume de gastos, seguidas pelas grifes do Shanghai Luxury Outlet. O Shanghai Disney Resort também consome uma fatia considerável do orçamento, tanto em ingressos quanto em lojas oficiais.
  • O dia a dia do brasileiro em Xangai: O Didi também é usado massivamente, inclusive para viagens confortáveis a cidades vizinhas como Suzhou e Hangzhou. Na alimentação rápida e diária, a loja de conveniência FamilyMart se consolida como uma verdadeira instituição local para os brasileiros, e até com praças de alimentação da IKEA, que atraem grande volume de transações.

A China deixou de ser um destino exótico para se tornar um itinerário de imersão total para o turista brasileiro. A mensagem subjacente é estratégica: tecnologia e turismo andam de mãos dadas. Plataformas financeiras globais com ampla aceitação local e super-apps chineses reduziram a fricção que costumava intimidar o visitante. O brasileiro, acostumado a um ambiente digital avançado, encontra na China um terreno fértil para circular, consumir e se entreter com fluidez semelhante à de metrópoles ocidentais sem perder o contato com a tradição e a monumentalidade histórica do país.

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