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Travel Next Minas: o que Park City pode ensinar a Minas Gerais sobre turismo de luxo

Case da antiga cidade mineradora de Utah será apresentado por Isabella Ricci durante a Travel Next Minas 2026, em Belo Horizonte, e propõe reflexões sobre a transformação de destinos históricos.

Travel Next Minas: o que Park City pode ensinar a Minas Gerais sobre turismo de luxo (Main street Cidade de Park City, Utah. Um destino que se redescobriu no turismo de luxo. (Foto: Portal Uai Turismo))

Uma antiga cidade mineradora dos Estados Unidos conseguiu transformar seu passado em um dos principais destinos de turismo de inverno e alto padrão do país. A trajetória de Park City, em Utah, será apresentada como um exemplo de reposicionamento turístico durante a Travel Next Minas 2026, que começa nesta quarta-feira (12), no Expominas, em Belo Horizonte.

Com o tema De mina de prata a destino de luxo: o que o Brasil pode aprender com o case Park City, a turismóloga Isabella Ricci participa do Palco Arena às 13h40 do primeiro dia do evento. A proposta é discutir como um território marcado por sua história pode encontrar novas formas de valorização turística sem abandonar os elementos que construíram sua identidade.

O assunto ganha especial relevância em Minas Gerais, estado conhecido por cidades históricas, patrimônio cultural, gastronomia e paisagens que integram diferentes segmentos do turismo. A experiência de Park City coloca em evidência uma questão que ultrapassa o mercado de luxo: como transformar características já existentes em experiências capazes de aumentar o interesse pelo destino?

Travel Next Minas 2026: Isabella Ricci mostra como Park City transformou passado em destino de luxo. (Foto: Portal Uai Turismo)

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De cidade mineradora a destino internacional

A história de Park City começou no século 19, com a exploração de prata. Com o declínio da mineração, a cidade precisou encontrar novos caminhos econômicos.

A transformação ganhou força com o desenvolvimento do turismo de inverno. A localização entre as montanhas de Utah e a estrutura para a prática de esportes na neve ajudaram a cidade a construir uma nova vocação.

O passado, porém, não foi simplesmente abandonado. A herança da antiga comunidade mineradora passou a fazer parte da identidade do destino, convivendo com hotéis, restaurantes, lojas, experiências gastronômicas e atividades voltadas a um público de maior poder aquisitivo.

É justamente essa combinação que torna o case interessante para outros destinos. A estratégia não depende apenas da criação de novas atrações, mas da capacidade de identificar o que torna determinado lugar diferente e transformar esses elementos em experiências para o visitante.

O que Minas Gerais pode aprender com Park City?

A comparação com Minas Gerais não significa reproduzir o modelo norte-americano. As realidades são diferentes, assim como os mercados, os territórios e os produtos turísticos.

A principal lição está na forma de trabalhar a identidade de um destino.

Minas possui um patrimônio histórico que já é reconhecido nacional e internacionalmente. Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Diamantina, entre outras cidades, carregam histórias ligadas à mineração, à formação do estado e à cultura brasileira.

O desafio está em transformar esse patrimônio em experiências cada vez mais qualificadas, capazes de estimular o visitante a permanecer mais tempo, conhecer diferentes localidades e retornar ao destino.

Nesse contexto, o turismo de luxo não precisa ser entendido apenas como hospedagem sofisticada ou serviços exclusivos. O conceito também pode envolver experiências personalizadas, gastronomia, cultura, natureza, conhecimento e acesso diferenciado ao território.

História também pode ser produto turístico

Um dos pontos mais relevantes do case de Park City é a possibilidade de transformar a história em parte da experiência do viajante.

Para destinos históricos, isso significa ir além da visita convencional a igrejas, museus e construções antigas. A história pode ser incorporada a roteiros gastronômicos, experiências culturais, atividades ao ar livre, hospedagens, eventos e outras formas de interação com o território.

Minas Gerais tem elementos para trabalhar nessa direção. A gastronomia, por exemplo, pode ser associada à história das cidades e às tradições familiares. O patrimônio arquitetônico pode ser conectado a roteiros culturais. As paisagens naturais podem complementar experiências de bem-estar e aventura.

A combinação desses elementos permite criar produtos turísticos mais complexos e, potencialmente, mais valorizados.

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Turismo de luxo busca experiências com significado

A discussão sobre Park City também dialoga com uma mudança no comportamento do viajante de alto padrão.

O luxo no turismo vem sendo associado, cada vez mais, à personalização, exclusividade e autenticidade. Em vez de simplesmente consumir serviços sofisticados, parte desse público procura experiências que não possam ser facilmente reproduzidas em qualquer destino.

Nesse cenário, a identidade local ganha valor.

Uma refeição preparada com ingredientes e técnicas tradicionais, uma visita conduzida por alguém que conhece profundamente a história de uma região ou uma experiência construída em torno da cultura local podem se tornar tão importantes quanto a estrutura do hotel.

É também por isso que o agente de viagens ganha espaço nessa discussão. A capacidade de interpretar o destino e selecionar experiências adequadas ao perfil de cada cliente pode fazer diferença na construção de uma viagem de maior valor agregado.

Agente de viagens também entra na discussão

A palestra de Isabella Ricci faz parte de uma programação da Travel Next Minas 2026 voltada principalmente à capacitação dos profissionais do setor.

Logo depois do case de Park City, o Palco Arena recebe, às 14h20, o painel O viajante de luxo hoje: o que ele busca nas viagens e qual o papel do agente de turismo.

A discussão amplia o tema ao abordar a evolução do mercado de alto padrão e a atuação do profissional de turismo como consultor e curador de experiências.

Ao longo dos dois dias, o evento também terá conteúdos sobre seguro-viagem, Disney, turismo regenerativo, grupos de viagem, storytelling, inteligência turística, tendências de consumo e segurança jurídica para as agências.

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Travel Next Minas aposta em capacitação

A Travel Next Minas 2026 será realizada nos dias 12 e 13 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte, reunindo profissionais, empresas e destinos do setor turístico.

Além do Palco Arena, a programação inclui treinamentos de destinos, apresentações no Palco Cena Aberta e conteúdos no Espaço Inovação, com temas relacionados a inteligência artificial, CRM, cruzeiros, tecnologia e gestão.

Nesse contexto, o case de Park City ajuda a colocar em discussão uma questão que interessa não apenas ao turismo de luxo, mas a destinos que buscam se reposicionar no mercado.

A experiência da cidade norte-americana mostra que patrimônio, memória e identidade não precisam ser obstáculos à inovação. Ao contrário: quando bem trabalhados, podem ser justamente os elementos que tornam um destino mais singular.

Para Minas Gerais, onde história e cultura estão entre os principais ativos turísticos, a pergunta deixada pela palestra é pertinente: como transformar o que já existe em experiências capazes de fazer o viajante querer ficar mais, conhecer mais e voltar?

Travel Next Minas 2026, negócios, contatos e principalmente muitas conexões. A feira agita a cena do mercado do Turismo Nacional em Minas. (Foto: Divulgação Travel Next)

Serviço

Travel Next Minas 2026
Data:
12 e 13 de agosto de 2026
Local:
Expominas, Belo Horizonte (MG)
Palco:
Arena
Palestra: De mina de prata a destino de luxo: o que o Brasil pode aprender com o case Park City
Quando:
12 de agosto, às 13h40
Palestrante:
Isabella Ricci

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