
Do apocalipse às férias. Onde o turismo cinematográfico se encontra neste enredo pelo fim do mundo.
E se o fim do mundo tivesse endereço? No cinema, cidades inteiras já foram tomadas por zumbis, destruídas por catástrofes naturais ou abandonadas depois de algum desastre. Na vida real, porém, muitos desses lugares continuam de pé e alguns se transformaram em destinos procurados por fãs de filmes e séries.
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A relação entre produções audiovisuais e viagens deu origem ao chamado turismo cinematográfico, segmento que leva visitantes a conhecer cidades, paisagens e construções que serviram de cenário para histórias que conquistaram o público.
Para quem gosta de produções pós-apocalípticas, a viagem pode ser uma maneira diferente de conhecer destinos tradicionais. Em vez de procurar apenas cartões-postais, o turista percorre os lugares sob a perspectiva de personagens e histórias que viu na tela.
Cidades, desertos e paisagens que serviram de cenário para zumbis, pandemias e mundos devastados continuam atraindo viajantes em busca das locações que marcaram filmes e séries.
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Atlanta e Senoia, nos Estados Unidos, no universo de The Walking Dead
O estado da Geórgia, nos Estados Unidos, ganhou um lugar especial no mapa do turismo ligado ao universo zumbi por causa de The Walking Dead.
A série utilizou diferentes localidades da região como cenário ao longo de suas temporadas. Entre elas está Senoia, pequena cidade que serviu de locação para importantes momentos da produção.
Quem visita a cidade encontra referências à série e pode conhecer locais que ficaram conhecidos pelos fãs. A experiência mostra como uma produção de televisão pode transformar uma pequena comunidade em ponto de interesse para visitantes de diferentes partes do mundo.
Atlanta também aparece na série e é uma das principais portas de entrada para quem deseja explorar as locações da produção na Geórgia.
Londres deserta em Extermínio
Imagine caminhar por Londres sem encontrar praticamente ninguém. Foi essa atmosfera que o diretor Danny Boyle criou em Extermínio (28 Days Later), lançado em 2002.
Entre as imagens mais lembradas está a caminhada do protagonista por uma capital britânica aparentemente abandonada, com alguns dos principais cartões-postais da cidade ao fundo.
A Ponte de Westminster, diante do Parlamento britânico e do Big Ben, aparece em uma das sequências mais emblemáticas do filme.
Na realidade, o cenário é completamente diferente. Londres continua sendo uma das cidades mais visitadas do mundo, com atrações históricas, museus, parques, palácios e uma intensa vida cultural.
Para o turista cinéfilo, entretanto, percorrer a região permite reconhecer lugares que ganharam uma nova dimensão na tela.
Nova York depois do fim do mundo em Eu Sou a Lenda
Poucas imagens são tão marcantes no cinema apocalíptico quanto uma Nova York completamente vazia.
Em Eu Sou a Lenda, Will Smith interpreta Robert Neville, um dos últimos sobreviventes de uma pandemia que transformou a população da cidade. A produção mostra avenidas, edifícios e pontos turísticos de Manhattan tomados pelo abandono e pela vegetação.
A Times Square, um dos lugares mais movimentados de Nova York, ganha uma aparência completamente diferente no filme. A produção também utiliza outros pontos conhecidos da cidade para construir a sensação de uma metrópole que foi deixada para trás.
Hoje, naturalmente, o cenário é outro. Times Square continua cercada por luzes, teatros, lojas e milhares de visitantes. É justamente esse contraste que torna interessante conhecer a cidade depois de assistir ao filme.
O deserto espanhol que virou cenário de mundos devastados
No sul da Espanha, o Deserto de Tabernas, na Andaluzia, parece ter sido criado especialmente para histórias ambientadas em um futuro distante.
A paisagem árida e as formações rochosas fizeram da região um dos cenários cinematográficos mais conhecidos da Espanha. O local ficou especialmente famoso pelas produções de faroeste, mas também pode remeter ao imaginário de mundos pós-apocalípticos.
Para o visitante, a experiência vai muito além do cinema. O deserto possui paisagens próprias, trilhas e antigas estruturas utilizadas em produções audiovisuais, além de atrações que preservam parte da memória cinematográfica da região.
Quando o cinema transforma o destino
O interesse por locações de filmes e séries faz parte de um movimento maior do turismo contemporâneo. O chamado set-jetting leva viajantes a escolher destinos ou montar roteiros inspirados por produções audiovisuais.
A lógica é simples: depois de acompanhar uma história na televisão ou no cinema, o espectador passa a querer conhecer o lugar onde aquela narrativa ganhou vida.
No caso das produções apocalípticas, o contraste é ainda mais curioso. Lugares que aparecem como cidades destruídas, desertos inóspitos ou metrópoles abandonadas continuam sendo destinos turísticos movimentados na vida real.
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Do fim do mundo para o próximo roteiro
O cinema pode destruir cidades, esvaziar ruas e transformar paisagens conhecidas em cenários de sobrevivência. Fora das telas, entretanto, esses mesmos lugares seguem convidando o viajante a caminhar, fotografar e descobrir novas histórias.
Para quem gosta de cinema, visitar uma dessas locações é também uma forma de enxergar um destino conhecido por outro ângulo. Afinal, às vezes o melhor roteiro de viagem começa justamente em um filme.
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