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Eternas: Marchinhas antigas que até hoje embalam os foliões


Por Flipar
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Essas composições, criadas há décadas - ou até mais de um século atrás - se tornaram tradição nas ruas e espalham a alegria que contagia os foliões por todo o Brasil.

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Populares a partir do final do século XIX, essas músicas não apenas animam os desfiles, blocos e bailes, mas também ajudar a preservar a atmosfera irreverente do Carnaval, proporcionando um encontro entre gerações.

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Seja com descontração ou crítica social, cada marchinha tem o espírito carnavalesco, recontando a história do Brasil em meio a risos, danças e celebrações.

Jorge Nogueira wikimedia commons

Ó Abre Alas- A pioneira das marchinhas carnavalescas surgiu no ano 1899. Criada por Chiquinha Gonzaga para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, tornou-se um sucesso, garantindo a vitória do desfile no Rio de Janeiro.E até hoje é cantada.

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Cachaça Não é Água- Foi composta por Marinósio Trigueiros Filho, na década de 1946 e celebra a bebida que faz parte da cultura brasileira. A música ficou popular em 1953, e hoje faz sucesso em regravações, inclusive fora do nicho do samba, incluindo uma versão do Dennis DJ com os MCs Jhowzinho & Kadinho.

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Mamãe Eu Quero- Popular nos corações dos foliões, foi gravada em 1937 por Jararaca e Vicente Paiva. Mas se imortalizou na voz de Carmen Miranda, artista que levou o nome do Brasil para o exterior. A música ultrapassou fronteiras, conquistando o gosto internacional.

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A Pipa do Vovô- Composta por Ruth Amaral e Manoel Ferreira (este, autor de mais de 200 marchinhas desde os anos 1950), a marchinha ganhou destaque na década de 1980 com a voz marcante de Silvio Santos.O apresentador repetia a música em seus programas e até hoje ela continua a divertir os foliões.

Divulgação/SBT

Allah-lá Ô- Composta por Haroldo Lobo e Antônio Nássara, nos anos 40. Eles brincaram com o calor carioca, e a letra destaca o clima tropical das festividades do carnaval.

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Não Existe Pecado ao Sul do Equador- Chico Buarque, ícone da MPB, contribuiu para o carnaval, em 1990. A marchinha, feita em parceria com Ruy Guerra, traz a irreverência característica de Chico e até hoje é popular na folia.

Reprodução de recorte de jornal

Balancê- Gal Costa deu vida à contagiante marchinha, em 1979, que entra na roda convidando a morena para dançar, e tornou-se um clássico dos bloquinhos e bailes de Carnaval.

Reprodução / TV

Me Dá um Dinheiro Aí- A música de Moacyr Franco, lançada em 1960, é um pedido animado por contribuições financeiras durante a folia. A composição continua a animar os bloquinhos carnavalescos até os dias de hoje.

Arquivo Nacional/ Domínio público

Turma do Funil- A canção, composta Mirabeau, M de Oliveira e Urgel de Castro, em 1956, brinca com a bebedeira na folia ao dizer que "Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto. Nós é que bebemos e eles que ficam tontos". Fez tanto sucesso que foi gravada até por Tom Jobim, Chico Buarque e Miúcha, em 1980.

Arquivo Nacional / Fundo Correio da Manhã

Aurora- Mário Lago criou a marcha em plena quarta-feira de Cinzas, em 1941. "Se você fosse sincera, ô, ô, Aurora, Veja só que bom que era, ô, ô, ô, Aurora". A música, que exalta o que poderia acontecer com o casal se a sinceridade prevalecesse, tornou-se um sucesso instantâneo.

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Daqui não Saio- Lançada em 1949, traz uma crítica social sobre moradia, com composição de Paquito e Romeu Gentil. Os versos tornaram-se tão icônicos que a frase "Daqui ninguém me tira", virou comum no vocabulário.

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Apareceu a Margarida- João Roberto Kelly e Augusto Mello Pinto deram vida à música, em 1967. A marchinha, famosa na voz de Paulo Celestino, é uma das mais populares do carnaval.

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Saca-rolha- Zé da Zilda e Zilda do Zé lançaram a canção em 1954, para os foliões. A dupla, ao lançar a marchinha, garantiu um lugar cativo entre as favoritas dos Carnavais.

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Yes, Nós Temos Banana- Traz todo o humor característico do Carnaval. Composta por João de Barro, no final da década de 30, a marchinha foi imortalizada por Carmen Miranda e regravada por diversos artistas ao longo dos anos.

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Cidade Maravilhosa- Uma bela homenagem de André Filho ao Rio de Janeiro, interpretada por Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda, a canção, composta na década de 30, é praticamente um hino para os cariocas.

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