Ele havia sumido no dia 1º de janeiro durante a descida da trilha, após se sentir mal e acabar se separando de sua acompanhante e de outros grupos de montanhistas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto conseguiu caminhar sozinho por mais de 20 km até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina.
Imagens de câmeras de segurança mostram o rapaz chegando na fazenda para pedir ajuda após conseguir sair do Pico.
'Estou cheio de roxo no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meu óculos, mas estou bem', afirmou ele em um vídeo divulgado pela família.
Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro com uma amiga. Após ele se sentir mal, a dupla parou para descansar e só iniciaram a descida no dia seguinte.
As buscas envolveram os bombeiros e voluntários desde o primeiro dia. O alerta foi dado por um analista jurídico que percebeu a ausência do rapaz ao chegar à base do morro.
Depois de colher o depoimento da amiga que acompanhava Roberto e outros montanhistas, a Polícia Civil informou que não havia indícios de crime, tratando o episódio como um incidente de desaparecimento em local de difícil acesso.
Segundo a Secretária de Estado da Saúde (Sesa-PR), Roberto foi medicado e recebeu reidratação endovenosa.
Ele ainda vai precisar ficar sob observação enquanto aguarda o resultado de exames laboratoriais e de imagem.
Ponto mais alto da Região Sul do Brasil com 1.877 metros, o Pico Paraná é conhecido pelo alto grau de perigo e pelo histórico frequente de resgates.
Com uma trilha de 15,2 km considerada de esforço físico intenso e risco 'muito alto', o local exige preparo que muitos trilheiros ignoram.
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