As agremiações desfilarão com temas que abordam figuras históricas da cultura e música brasileira, manifestações religiosas afro-brasileiras, personalidades e diversas homenagens.
A Acadêmicos de Niterói conquistou o título da Série Ouro e abre o Grupo Especial em 2026, no dia 15 de fevereiro. Essa é a primeira vez que a azul e branca desfilará na elite do Carnaval Carioca.
A escola terá um enredo que homenageia a trajetória do atual Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, intitulado de 'Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil'. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins.
A escola levará para a Marquês de Sapucaí um enredo que homenageia a vida e a carreira de Ney Matogrosso e pretende destacar a contribuição do cantor e artista para a música brasileira. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.
Na sequência do domingo de carnaval, entrará na avenida a Portela, maior vencedora da história da folia carioca com 22 tÃtulos. Assim, na última disputa, a escola de Madureira ficou com o quinto lugar. Para o certame de 2026, André Rodrigues será o carnavalesco.
A Portela trará o enredo 'O Mistério do Príncipe do Bará'. Assim, a centenária fará um tributo a Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe Custódio, figura originária do Benin que chegou ao Brasil no século XIX e se tornou um dos pilares da cultura afro-gaúcha.
A Estação Primeira de Mangueira encerra o domingo de Carnaval. Ela ficou com a sexta colocação em 2025 e busca voltar a vencer, algo que não acontece desde 2019, para tentar colar na Portela como maior vencedora. Atualmente, a escola do eterno Cartola soma 20 conquistas.
A agremiação trará o enredo sobre o curandeiro paraense Mestre Sacaca, conhecido por seus profundos saberes da floresta amazônica, especialmente no manuseio de ervas, seivas, raízes e outros elementos da natureza. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França.
No último carnaval, a Mocidade Independente de Padre Miguel não conseguiu um bom resultado e ficou com a penúltima colocação, em 11º, atrás apenas da vizinha Unidos de Padre Miguel, que foi rebaixada e voltou à Série Ouro para 2026.
A escola, que abre a segunda-feira de carnaval, homenageará a cantora Rita Lee e busca celebrar a trajetória de um dos maiores ícones do rock nacional e símbolo de irreverência e liberdade. O tema é assinado pelo carnavalesco Renato Lage.
A Beija-Flor de Nilópolis conquistou seu 15º título em 2025, com a homenagem a uma das figuras mais marcantes da história do carnaval: Laíla. O desfile foi ainda mais marcante por ter sido a despedida de Neguinho de Beija-Flor, que decidiu se aposentar da folia carioca.
A agremiação, do carnavalesco João Vitor Araújo, levará para a avenida um enredo sobre o Bembé de Mercado, manifestação religiosa afro-brasileira realizada há mais de 130 anos no Recôncavo Baiano e reconhecida como patrimônio cultural imaterial desde 1889.
A Unidos do Viradouro defendia o tÃtulo em 2025, porém ficou em quarto lugar, com um enredo sobre Malunguinho, uma entidade afro-indÃgena. Foi o pior resultado da escola desde que retornou à elite do Carnaval Carioca em 2019.
A escola, do carnavalesco Tarcísio Zanon, fará uma homenagem ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Ciça, figura emblemática da folia carioca. O Caveira, como é conhecido, conquistou dois títulos com a vermelho e branca, em 2020 e 2024.
A Unidos da Tijuca, que fechará a segunda-feira, levou para avenida um enredo sobre o orixá Logun-Edé e ficou com a nona colocação em 2025. Agora, a escola tenta voltar ao desfile das campeãs, algo que não acontece desde 2016.
A tradicional agremiação do Borel segue com o carnavalesco Édson Pereira e trará para a Marquês de Sapucaí uma homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, autora do clássico literário Quarto de Despejo. Um tema cercado de literatura e sua representatividade social.
Na terça-feira, a Paraíso do Tuiuti terá a missão de abrir o último dia de Carnaval. Em 2025, a agremiação ficou em décimo, com um enredo sobre Xica Manicongo, a primeira travesti não indígena da história do Brasil.
A agremiação apresentará o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que explora a vertente religiosa afro-cubana que tem sido redescoberta no Brasil. Caberá ao carnavalesco Jack Vasconcelos, que tem história na agremiação, desenvolver este tema na Marquês de Sapucaí.
Na sequência, virá a Unidos de Vila Isabel, que não deu sequência a sua parceria com o carnavalesco Paulo Barros. Afinal, a escola ficou apenas em oitavo lugar em 2025, com o enredo sobre Assombrações.
Com o desenvolvimento dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a agremiação fará um tributo a Heitor dos Prazeres, importante compositor, pintor e sambista carioca.
A Acadêmicos do Grande Rio lutou pelo título em 2025, porém ficou com o vice, um décimo atrás da Beija-Flor. Assim, a Tricolor de Caxias trouxe um mergulho nas águas misteriosas do Pará, onde celebrou as Pororocas Parawaras e as riquezas culturais da região.
Em 2026, a escola de Duque de Caxias fará um mergulho no movimento Manguebeat, surgido no Recife, em Pernambuco, e seu impacto na cultura brasileira. A criação é do carnavalesco Antônio Gonzaga.
O Acadêmicos do Salgueiro ficou de fora das campeãs em 2025, com a sétima colocação. A escola levou para a avenida uma celebração da fé, dos rituais de proteção e da ancestralidade brasileira, com foco nas culturas afro-brasileiras e indígenas.
Por fim, a carnavalesca Rosa Magalhães será o tema do Salgueiro para 2026. A escola prestará homenagem à maior campeã da história da Marquês de Sapucaí, que faleceu em julho de 2023, com desenvolvimento do carnavalesco Jorge Silveira.