Sua história trouxe visibilidade à doença, despertando conversas sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida para pacientes jovens.
A mesma doença já havia levado embora a ginasta Isabelle Marciniak, campeã brasileira de ginástica rítmica, aos 18 anos de idade. Foi no dia 24 de dezembro de 2025, em Curitiba.
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, células essenciais do sistema imunológico. Afeta principalmente os gânglios linfáticos e pode se espalhar pelo corpo se não for identificado cedo.
Entre os sintomas mais comuns está o aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha. Outros sinais incluem febre persistente, sudorese noturna intensa e perda de peso inexplicada.
Fadiga constante, coceira na pele e tosse ou falta de ar podem surgir quando a doença afeta áreas próximas ao tórax. Esses sintomas muitas vezes são confundidos com infecções comuns, dificultando um diagnóstico precoce.
Não existe uma forma clara de prevenir o linfoma de Hodgkin, pois suas causas ainda não são totalmente compreendidas. Pesquisas associam fatores como sistema imunológico comprometido e infecções virais ao aumento do risco da doença.
Evitar exposição prolongada a substâncias químicas nocivas, como benzeno e pesticidas, é recomendado sempre que possível. Cuidar da imunidade com hábitos saudáveis também é importante, mesmo sem garantia de prevenção direta.
O diagnóstico precoce é um dos maiores aliados na luta contra o linfoma de Hodgkin, pois detectado cedo há maiores chances de cura. A confirmação depende de exame físico, biópsia de linfonodo e exames de imagem detalhados.
Testes como tomografia, ressonância e PET-CT ajudam a determinar a extensão da doença e o estágio. Estadiar corretamente o linfoma orienta a escolha das terapias mais eficazes para cada paciente.
O tratamento tradicional começa com quimioterapia combinada, frequentemente associada à radioterapia local. Regimes como ABVD são usados em muitos casos e têm alta taxa de resposta positiva.
Nos casos mais avançados ou resistentes, imunoterapia e transplante de medula óssea podem ser considerados. Isabel Veloso passou por transplante como parte de seu tratamento, mas enfrentou complicações que agravaram seu quadro.
Acompanhamento contínuo com equipe multidisciplinar é essencial para manejar efeitos colaterais e manter a qualidade de vida. Consultas regulares após o tratamento ajudam a detectar recidivas rapidamente, se ocorrerem.
Pacientes em tratamento podem experienciar efeitos como náusea, queda de cabelo, fadiga e alterações na imunidade. Estratégias de suporte, como nutrição adequada e cuidados psicológicos, são parte importante da terapia.
Mesmo com tratamento, o linfoma pode recorrer ou ser refratário, exigindo outras abordagens terapêuticas. A pesquisa clínica continua avançando, com novos medicamentos e técnicas de terapia celular em estudo.