No topo da lista está o clássico sertanejo “Evidências”, reforçando sua presença constante nos palcos brasileiros.Composta por José Augusto e Paulo Sergio Valle em 1990, “Evidências” ficou à frente de todos os outros sucessos no ranking de execução.
A canção, eternizada nas vozes de Chitãozinho & Xororó, evidencia como clássicos transcendem gerações em apresentações ao vivo.
O levantamento considerou apenas eventos que recolheram os direitos autorais de execução pública ao longo de 2025. Isso garante que os dados reflitam shows formalizados e em dia com a legislação musical no país.
Na segunda posição aparece “Boate Azul”, outro clássico do sertanejo, composto por Benedito Seviero e Tomaz. A presença dessa faixa reforça a influência contínua do gênero sertanejo nos repertórios dos artistas brasileiros.
Em terceiro lugar está “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, de Tim Maia, representação do soul e do pop brasileiro nas setlists. A diversidade de gêneros do top 3 mostra que o público ainda valoriza diferentes estilos em apresentações ao vivo.
Além dos três primeiros, o ranking traz músicas que marcaram décadas, como “Telefone Mudo” e “Eva”, hits dos anos 1980.
Essas canções continuam presentes nos repertórios por sua forte conexão emocional com o público.
O fenômeno não se restringe apenas ao sertanejo: “Cheia de Manias”, clássico do pagode, também figura entre as mais tocadas.
Esse equilíbrio entre gêneros reafirma a pluralidade da música popular brasileira em shows ao vivo.
Um dos destaques recentes na lista é “Erro Gostoso”, de Simone Mendes, lançada em 2023 e ocupando a sétima posição. Ela é a única música lançada na década atual entre os dez primeiros colocados.
Na sequência está “Anna Julia”, de Marcelo Camelo, lançada em 1999 e que segue embalando apresentações ao vivo. O repertório evidencia como clássicos das décadas passadas ainda emocionam e movem plateias.
O levantamento também inclui “Ainda Ontem Chorei de Saudade” e “Tentei Te Esquecer”, reforçando a presença de canções que atravessaram gerações. Esses hits antigos pontuam a nostalgia e o sentimento coletivo presente nas grandes apresentações musicais no país.
O ranking foi divulgado próximo ao Dia Mundial do Compositor, celebrado em 15 de janeiro, data que homenageia os criadores por trás dos sucessos. Essa escolha ressalta a importância de reconhecer não apenas executantes, mas também autores de obras memoráveis.
A divulgação dos dados pelo Ecad também chama atenção para a gestão coletiva de direitos autorais no Brasil. Mais de cinco milhões de obras estão cadastradas, garantindo remuneração a compositores e artistas nas execuções públicas.
O levantamento reforça que shows ao vivo continuam sendo um espaço vital para manter vivas canções que marcaram gerações.
Ao mesmo tempo, abre espaço para que repertórios contemporâneos ganhem destaque entre públicos de todas as idades.