A comida, em sua visão, tem o poder de suspender a tristeza por algumas horas, criar comunidade e gerar felicidade.
Defensor ferrenho do aproveitamento integral do boi, ele valoriza cortes menos nobres e receitas tradicionais, resgatando práticas antigas da cozinha italiana e combatendo o desperdício.
'Existem tantos cortes melhores do que o filé [mignon], de carnes 'descansadas' de animais saudáveis, criados soltos sem ração', defende ele.
Para ele, o consumo de carne deve ser um ato de 'gratidão e respeito' ao animal: 'Precisamos nos mostrar sempre sensíveis e compreender que cada corte de carne consiste em um pedaço de vida'.
Além disso, o chef rejeita a ideia de que a alta gastronomia precisa estar restrita a restaurantes estrelados e afirma preferir a comida do povo, aquela que revela a identidade real de um lugar.
O açougueiro nutre uma paixão profunda pelo Brasil, que considera sua segunda casa.
Ele já revelou que São Paulo é a cidade com a maior identificação com seu trabalho, sendo a origem do maior número de seus seguidores no Instagram.
Em entrevista ao site GQ, o italiano contou que é fã confesso de pão de queijo e caipirinha de caju.
Ao falar sobre o que ele considera o 'churrasco ideal', o chef diz que 'precisa de boa lenha, carne de boa qualidade, que não seja congelada do frigorífico, e muita paixão.'
Apesar de ter estudado veterinária na juventude, Cecchini decidiu abandonar a carreira acadêmica para preservar o legado da família, assumindo a histórica Antica Macelleria Cecchini, fundada em 1780.
Lá, ele costuma receber clientes ao som de ópera, declamando versos da 'Divina Comédia' de Dante Alighieri enquanto maneja suas facas com precisão.
Muito além de vender carne, Dario se tornou uma figura performática, celebrada por seu entusiasmo contagiante e seus discursos apaixonados.
Em novembro de 2025, Cecchini esteve no Brasil onde promoveu três jantares no restaurante Pobre Juan, em São Paulo.
Em 2019, ele participou de um episódio da série documental 'Chef's Table', da Netflix,