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Projeto de Lei para multar ‘ofensas a símbolos cristãos’ pode ser aprovado em Salvador e gera polêmica


O projeto de lei reacendeu o debate sobre liberdade de expressão, laicidade do Estado e até uma possível inconstitucionalidade.

Por Flipar
Matt Marzorati/Unsplash

A iniciativa prevê multas para quem “hostilizar” Jesus Cristo nos circuitos da folia e proíbe “ofensas a símbolos religiosos cristãos”.

Paulo Guereta - Flickr

A penalidade é de três salários mínimos, mas pode chegar a seis (cerca de R$ 4,5 mil) em caso de reincidência.

pikisuperstar/Freepik

O vereador defende a medida como uma ferramenta de paridade e respeito, argumentando que as religiões de matriz africana já têm estatutos de proteção específicos.

Divulgação Secom

Especialistas e opositores enxergam na iniciativa uma ameaça direta à laicidade do Estado e um potencial instrumento de censura.

Fellipe Sampaio/SCO/STF

“A ausência de critérios objetivos para determinar o que caracteriza ‘ataque’ ou ‘desrespeito’ cria um cenário de insegurança jurídica.”

Annie Spratt/Unsplash

Ela continua: “Caberá a cada julgador interpretar a norma a partir das suas percepções individuais, abrindo margem para decisões arbitrárias.”

Thomas/Pixabay

Segundo Magali Cunha, pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (Iser), há chance do projeto ser barrado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Agência Brasil

“A ‘cristofobia’ não existe no Brasil de forma alguma, mas a gente pode ter uma ou outra situação pontual de pessoas discriminadas por serem cristãs”, disse ela.

Issagm - Wikimédia Commons

“A maioria dos casos denunciados é contra os fiéis de matriz africana. Esse é o grupo que mais sofre perseguição sistemática no Brasil há séculos”, ressaltou Magali.

Amanda Oliveira/GOVBA

Segundo dados do Censo de 2022, quase 70% da população de Salvador se declara cristã.

Rogério Malaquias FlickR

A ideia de criminalizar a “Cristofobia” na capital baiana é só mais uma entre muitas que têm surgido no Brasil.

S?awek por Pixabay

Nos últimos anos, iniciativas para instituir leis ou datas oficiais nesse sentido se espalharam por várias capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

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