Uma píton-reticulada localizada na ilha de Sulawesi, na Indonésia, entrou para a história ao se tornar a maior cobra selvagem já medida de forma oficial. A fêmea, chamada de Ibu Baron, alcançou 7,22 metros de comprimento.
Por FliparFoi após passar por um processo rigoroso de verificação conduzido por especialistas em vida selvagem. O animal, resgatado por um conservacionista local, passou por pesagem e medição com equipamentos técnicos, garantindo a validação pelo Guinness.
Com 96,5 quilos, a serpente impressionou ainda mais por não ter se alimentado recentemente, fator que poderia aumentar seu peso. O caso se diferencia de relatos antigos por reunir provas concretas e documentadas.
Recentemente, pesquisadores da Universidade da Flórida implantaram cerca de 120 coelhos robóticos no Parque Nacional Everglades para atrair e capturar pítons-birmanesas, cobras invasoras que ameaçam o ecossistema local.
Os dispositivos imitam calor, cheiro e até movimentos reais. Assim, levam as serpentes a sair de seus esconderijos e permitindo sua captura. O uso de coelhos-robôs substituiu o de animais vivos, reduzindo custos e facilitando o controle das operações.
Cada unidade, avaliada em cerca de 21 mil reais, conta com câmeras, sensores e funcionamento por energia solar. A tecnologia tem se mostrado eficaz no combate a uma infestação que já eliminou quase toda a população de pequenos mamíferos da região.
Essa espécie de serpente, a píton, é exótica no Brasil e pode causar desequilíbrio ambiental. Um perigo. Natural da Ásia, ela é considerada uma ameaça a outras espécies. E, pra piorar, a píton é capaz de se reproduzir sozinha.
Para quem não é especialista, as cobras se parecem mesmo. Veja na foto. À esquerda, a jiboia. À direita, a píton.
Em abril de 2022, uma equipe da PM Ambiental do DF cometeu um grande equívoco: soltou uma píton numa área de Cerrado após confundi-la com jiboia. Especialistas alertaram para o risco da soltura, pois o animal não tem predadores no Brasil.
A cobra da espécie píton não existe no bioma do Brasil. Aqui, ela é considerada uma serpente exótica.
A píton, mesmo sendo apenas uma da espécie, pode proliferar porque ela é capaz de se reproduzir sozinha. Esse fenômeno natural se chama partenogênese. É incomum, mas não raro.
As cobras da espécie píton têm duas origens. Podem ser da África, onde se espalham por todo o continente. A do tipo angolana prolifera em Angola e Namíbia. E a píton Real habita diversos países.
As pítons também têm origem na Ásia e podem ser encontradas por todo o continente, inclusive nos arquipélagos asiáticos.
Essas cobras não têm dentes inoculadores de veneno, mas possuem presas afiadas curvadas para dentro, para agarrar a presa.
A fama da píton é tão grande que ela era retratada na Mitologia Grega como uma serpente gigantesca que nasceu no lodo da Terra após o dilúvio. Na ilustração, Apolo mata Píton.
Então fica o alerta. Se vir uma píton por aí (ou qualquer cobra!), fuja e acione os bombeiros. Ele vão saber quem chamar, dependendo da cidade e do estado onde você vive.