O Ministério Público instaurou inquérito para investigar a morte de uma mulher após ela utilizar a piscina da rede de academias C4 Gym, que nao tinha alvará, em São Paulo.
Por FliparImagens mostram o drama vivido após o que deveria ser uma simples prática de natação. A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, está de touca rosa, nadando ao lado do marido.
Fora da piscina, enquanto as pessoas nadam, um funcionário mexe em galão com produto que a polícia investiga do que se trata.
Ela se sente mal e sai da piscina. Então, precisa sentar-se no chão, atraindo a atenção de pessoas que estavam ao redor e que se preocupam com a situação.
O marido se aproxima e fica ao lado de Juliana. Aparentemente ela tem dificuldade para respirar. Ele também foi afetado por algo químico na água e depois acabou sendo internado. Outras pessoas também foram hospitalizadas. Mas Juliana não resistiu e morreu.
A polícia investiga a manipulação de produtos químicos por funcionários da academia. Câmera de monitoramento gravou um deles pegando materiais para uma suposta limpeza da piscina. A polícia está ouvindo envolvidos e testemunhas do caso.
O MP vai analisar laudos técnicos, condições da água, protocolos de segurança e possíveis irregularidades. A apuração pretende identificar responsabilidades e verificar se as regras exigidas para funcionamento estavam sendo cumpridas.
Em estabelecimentos regularizados, a manutenção da água segue normas rígidas da vigilância sanitária. O objetivo é garantir que a piscina esteja livre de microrganismos e própria para uso.
O produto mais utilizado para desinfecção é o cloro, considerado eficiente e de custo acessível. Ele é aplicado em piscinas residenciais e comerciais de diferentes tamanhos.
O cloro é um elemento químico com forte ação desinfetante. Na água, ele forma substâncias capazes de eliminar bactérias, vírus e fungos.
Seu uso é importante porque a piscina é um ambiente propício à proliferação de microrganismos. Suor, resíduos de pele e sujeira trazida pelos usuários contaminam a água.
A quantidade recomendada normalmente mantém o cloro livre entre 1 e 3 ppm (partes por milhão). Essa faixa é suficiente para desinfetar sem causar riscos à saúde.
Além do cloro, também se controla o pH da água, que deve ficar entre 7,2 e 7,6. O equilÃbrio evita irritações nos olhos e melhora a eficácia do desinfetante.
Produtos como algicidas são usados para evitar o surgimento de algas. Em alguns casos, utiliza-se também clarificante para melhorar a transparência.
O sistema de filtragem é outro ponto essencial na manutenção correta. Bombas e filtros devem funcionar diariamente para remover impurezas sólidas.
Mesmo piscinas pequenas de residências utilizam cloro para manter a água segura. Não há um tamanho mínimo: qualquer volume de água parada exige tratamento.
Existem versões diferentes, como cloro granulado, líquido ou em pastilhas. A escolha depende do tipo e do volume da piscina.
Em locais legalizados, a qualidade da água costuma ser monitorada com testes frequentes. Técnicos medem cloro, pH e outros parâmetros regularmente.
Quando as normas são seguidas, o risco de contaminação é reduzido. Falhas na dosagem ou na filtragem podem comprometer a segurança.