A área fica localizada entre os municípios paulistas de Itatiba, Valinhos, Vinhedo e Por Flipar
O levantamento, concluído no fim de 2025, foi conduzido por estudantes da Universidade de São Paulo (USP).
Além de revelar novas cavidades graníticas, o estudo destacou a importância ambiental dessas formações.
Elas ajudam a reter água no subsolo e contribuem para a manutenção da umidade e da vegetação da serra.
“Um forte indício de endemismo é a ausência de registros científicos de espécies desse gênero ocupando cavernas graníticas”, diz um trecho do estudo.
A presença do animal levanta a hipótese de que a espécie tenha evoluído ali ao longo do tempo.
Observações iniciais, feitas com apoio do Universidade Federal de São Carlos, indicam ainda uma separação de habitat entre jovens e adultos dentro da caverna.
Curiosamente, os jovens dessa espécie preferem o breu total, enquanto os adultos habitam as áreas claras das entradas.
Uma das cavernas, chamada de “Caverna dos Corais”, surpreendeu ao revelar estruturas minerais que lembram corais marinhos, um fenômeno escasso no cenário geológico mundial.
Diferentemente das cavernas de calcário, formações em granito raramente contém espeleotemas — formações minerais como as estalactites.
“Como o ambiente granítico não costuma oferecer condições favoráveis para esse desenvolvimento, a ocorrência dessas estruturas na região tornou-se um dos principais focos do estudo, já que registros desse tipo são raros em escala global”, explicam os pesquisadores.
Outro ponto de destaque foi a descoberta de uma piscina natural escavada no granito, no topo de um morro.