O setor de beleza e cuidados pessoais se consolidou como o terceiro maior do mundo, representando 2% do PIB nacional.
Por FliparEm 2025, o setor atingiu o maior volume de exportações de sua história, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).
Em 2024, o mercado interno também apresentou crescimento expressivo. As vendas somaram R$ 173,1 bilhões, um avanço de 10,3% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Euromonitor.
Esse avanço foi impulsionado principalmente pelas categorias de cuidados com os cabelos (alta de 14,1%) e cuidados com a pele (alta de 9,6%).
Os sabonetes (com crescimento de 17%) e os itens de higiene oral (+6,7%) também registraram resultados relevantes.
Esse cenário competitivo favorece o surgimento de marcas especializadas, com propostas alinhadas a novos hábitos de consumo.
A marca brasileira B.O.B (Bars Over Bottles), fundada em 2018, exemplifica essa tendência ao focar em cosméticos sólidos que eliminam o uso de plástico e conservantes sintéticos.
Além de ter fábrica própria no interior paulista, a empresa também opera nos Estados Unidos desde 2022, com uma estrutura digital baseada em marketplaces.
O Brasil é o quarto país que mais lança produtos de beleza no mundo, e as marcas de influenciadores ganham destaque nesse cenário.
Com foco em produtos de alta durabilidade para o clima tropical, a marca teve um crescimento superior a 100% entre 2024 e 2025.
Outro destaque é a Beta, marca de cuidados pessoais do portfólio da FreeBrands. Criada em 2023, faturou R$ 15,3 milhões em 2025, com produtos como hidratantes labiais, protetores solares em bastão e desodorantes naturais.
Apesar de ser a marca mais jovem do grupo, já ocupa a segunda posição em faturamento, evidenciando o potencial de crescimento da categoria de beleza no Brasil.
Ao longo de 2025, os produtos nacionais de beleza e cuidados pessoais foram exportados para cerca de 200 países, ampliando significativamente a presença global da indústria brasileira.
À frente do Brasil no setor, ficaram China (2º) e Estados Unidos (1º). Japão (4º) e Alemanha (5º) fecharam o top 5.