Animais

Em risco! Aranhas raras da Amazônia se tornam alvo do tráfico de animais silvestres


Um exemplo são as tarântulas arborícolas do gênero Typhochlaena, que estão entre as aranhas mais raras e pouco conhecidas da biodiversidade brasileira.

Por Flipar
Flickr - Alex Popovkin, Bahia, Brazil

Com cores metálicas marcantes e hábitos discretos no alto das árvores, essas espécies chamaram a atenção do mercado internacional de animais exóticos, tornando-se alvo de colecionadores e traficantes.

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Entre elas, destaca-se a Typhochlaena curumim, inicialmente conhecida apenas por poucos exemplares encontrados na Paraíba e posteriormente registrada também no Rio Grande do Norte e no Ceará.

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O comércio dessas aranhas é impulsionado por colecionadores na Europa e América do Norte. Para burlar a fiscalização, os traficantes utilizam o esquema conhecido como 'brown-boxing'.

iNaturalist/Ana Caroline Lima

Nesse método, o envio das aranhas é feito em pequenas encomendas postais discretas, sem identificação, o que permite que animais capturados ilegalmente na natureza cheguem rapidamente ao exterior.

iNaturalist/anabio_93

Relatórios da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) indicam que o tráfico de animais silvestres movimenta bilhões de dólares por ano e está associado a redes criminosas internacionais.

iNaturalist/vsmjr

Além disso, o comércio ilegal de animais silvestres sofre com a fiscalização limitada e falta de dados precisos sobre o volume real de exemplares retirados da natureza, conforme aponta o RENCTAS.

iNaturalist/vsmjr

Diante desse cenário, pesquisadores defendem medidas de proteção internacional, como a inclusão dessas espécies em acordos como a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas) e na lista global da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

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Eles destacam ainda que a falta de informações sobre distribuição e tamanho populacional dificulta avaliar com precisão o risco de extinção desses invertebrados, muitos dos quais podem desaparecer antes mesmo de serem completamente estudados pela ciência.

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Atualmente, a perda de habitat somada à exploração comercial já coloca a Typhochlaena curumim, encontrada apenas em fragmentos isolados do Nordeste, em listas de espécies criticamente ameaçadas.

iNaturalist/Gustavo Sandres