Apesar da qualidade dos equipamentos, usuários nas redes sociais têm demonstrado curiosidade sobre a ausência de estrelas e a escuridão profunda do cosmos nas fotografias. E a explicação científica para esse fenômeno reside na mecânica fotográfica.
Segundo uma explicação publicada em 2019 pela revista Astronomy, fotografar estrelas no ambiente espacial exige configurações específicas das câmeras. Isso ocorre porque os equipamentos precisam ser ajustados de forma diferente quando o objetivo é captar objetos extremamente luminosos.
Na missão Artemis II, por exemplo, a prioridade das imagens é registrar a Terra e, sobretudo, a Lua, que refletem muito mais luz do que as estrelas distantes. Para obter bons resultados nesses alvos, os fotógrafos utilizam exposições de curta duração.
Com esse tipo de ajuste, as estrelas continuam presentes no céu, mas deixam de aparecer nas fotos devido ao forte contraste de luminosidade. O efeito é idêntico ao de fotografar alguém sob luz forte à noite: o objeto iluminado aparece claramente, enquanto o fundo permanece totalmente escuro.
Embora as imagens sejam impressionantes, seu valor científico isolado é limitado, já que registros semelhantes da Terra e da Lua existem desde o Programa Apollo e também foram ampliados por sondas robóticas e satélites como o DSCOVR.