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Placas veiculares ‘padrão Mercosul’ têm diferenças sutis; saiba quais são e entenda o projeto que busca alterar modelo brasileiro


Desde a sua criação em 2014, um modelo padronizado de placas veiculares com identidade visual comum do Mercosul foi gradualmente integrado pelos seus quatro membros plenos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O pioneirismo coube ao Uruguai em 2015, seguido pela Argentina no ano seguinte. O Brasil adotou o padrão em 2018, enquanto o Paraguai finalizou o ciclo de implementação em 2024. Atualmente, a Bolívia permanece em fase de adaptação e a Venezuela segue suspensa das atividades do bloco desd

Por Flipar
Divulgação/Detran-ES

Apesar de pequenas diferenças na sequência de letras e números, o visual geral permanece semelhante entre os países: todas apresentam a faixa azul superior com o nome do país, a bandeira nacional e o símbolo do bloco, além da ausência de identificação de estado ou cidade, característica prevista no projeto original brasileiro. A padronização busca facilitar a circulação internacional de veículos dentro do bloco.

Gilia Amaral/Detran-M

No território brasileiro, o novo padrão passou a ser obrigatório em 1º de dezembro de 2018 para veículos novos e em situações específicas, como transferência de município ou substituição da placa. O estado do Rio de Janeiro foi o primeiro a implementar o sistema, funcionando como um 'teste' antes da expansão gradual para outras unidades da federação.

Reproduc?a?o/TV Globo

Atualmente, a placa brasileira apresenta fundo branco, faixa azul superior, o nome do país acompanhado da bandeira nacional e o emblema do Mercosul. Outro elemento obrigatório é o QR Code, que permite verificar autenticidade, rastreamento e dados do veículo por meio de um sistema eletrônico de segurança.

Divulgac?a?o/Denatran

A combinação alfanumérica segue o padrão de três letras, um número, mais uma letra e dois números, no formato ABC1D23. As cores dos caracteres variam conforme a categoria do veículo: preta para particulares, vermelha para veículos comerciais ou de aluguel, azul para veículos oficiais, verde para testes especiais, dourada para uso diplomático e cinza ou prata para veículos de coleção.

Divulgac?a?o/Detran

No Uruguai, a implantação começou em março de 2015 para veículos recém-emplacados. O modelo mantém a faixa azul superior com o nome do país ao centro, a bandeira nacional à direita e o símbolo do bloco à esquerda. Também há um QR Code para consulta de informações.

Reproduc?a?o/Prefeitura de Montevide?o

A principal diferença das placas uruguaias em relação ao padrão brasileiro está na sequência alfanumérica, composta por três letras seguidas de quatro números no caso de veículos particulares (formato ABC 1234).

Reproduc?a?o/Ebay

Na Argentina, o layout visual também segue o padrão comum do Mercosul, com fundo branco, faixa azul superior e identificação nacional centralizada. O diferencial está na sequência composta por duas letras, quatro números e mais duas letras (AB 123 CD), estrutura adotada para evitar a formação de palavras completas nas placas.

Divulgac?ão/Presidência da Argentina

Por fim, o Paraguai utiliza o mesmo estilo visual básico, com o nome do país centralizado na faixa azul superior, o símbolo do bloco e a bandeira nacional no canto direito. A sequência alfanumérica varia conforme o tipo de veículo: automóveis utilizam quatro letras seguidas de três números, enquanto motocicletas adotam a ordem inversa.

Reprodução/Corte Suprema de Justicia

Paralelamente, tramita no Congresso brasileiro um projeto de lei que propõe o retorno da identificação do estado e do município nas placas, além da inclusão da bandeira da unidade federativa. A proposta foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reproduc?a?o/Detran-AM

Segundo o senador Esperidião Amin, autor da iniciativa, a medida pode facilitar a identificação da origem dos veículos em situações como infrações, furtos e roubos. Relator da proposta, o deputado Hugo Leal, destacou que a mudança pode reforçar o vínculo cultural e regional associado às placas. O projeto não exige substituição das placas já existentes, valendo apenas para novos registros realizados após eventual aprovação da lei, o que evita custos adicionais.

Divulgac?a?o/Detran