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Quem é Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’


Escolhido para interpretar Jair Bolsonaro em “Dark Horse” (traduzido como 'O Azarão'), cinebiografia sobre a vida do ex-presidente, o ator norte-americano Jim Caviezel entrou no noticiário eleitoral do Brasil. Isso porque o nome do astro apareceu em mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo escândalo de fraudes no Banco Master, nas quais o parlamentar demonstrava preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto. Nas conversas,

Por Flipar
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De acordo com informações publicadas pelo site “The Intercept Brasil”, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a obra inspirada na trajetória política de Bolsonaro. O banqueiro está preso em meio a investigações relacionadas ao que é apontado como o maior golpe financeiro da história do país. Já a produtora GoUp Entertainment negou ter recebido qualquer quantia do empresário. Além dos custos gerais da produção, os recursos também seriam utilizados para bancar os cachês de C

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Conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo no filme “A Paixão de Cristo” (2004), de Mel Gibson, o ator norte-americano Jim Caviezel construiu uma trajetória marcada por papéis de forte apelo dramático, posicionamentos religiosos públicos e controvérsias que ajudaram a transformá-lo em uma figura polarizadora em Hollywood.

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Nascido no estado de Washington, nos Estados Unidos, em 26 de setembro de 1968, James Patrick Caviezel iniciou a carreira artística no começo da década de 1990. Após pequenas participações em produções de televisão e cinema, ganhou projeção em filmes como “Além da Linha Vermelha”, de Terrence Malick, lançado em 1998 e que teve no elenco também Sean Penn.

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O ator também protagonizou “O Conde de Monte Cristo”, de 2002, no qual interpretou Edmond Dantès em uma das adaptações do livro clássico de Alexandre Dumas em elenco que teve outros astros como Guy Pearce e Henry Cavill.

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Caviezel participou ainda de longas como “Déjà Vu” (2006), com Denzel Washington e Val Kilmer, e “Olhar de Anjo” (2001), onde fez par romântico com Jennifer Lopez em um filme que teve participação da brasileira Sônia Braga.

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Porém, seu maior momento de notoriedade veio mesmo em 2004, quando foi escolhido pelo diretor Mel Gibson para viver Jesus em “A Paixão de Cristo”. A produção se transformou em um fenômeno mundial de bilheteria, arrecadando mais de US$ 600 milhões e se tornando um dos filmes religiosos mais conhecidos da história recente do cinema.

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Durante as gravações, Caviezel relatou ter enfrentado situações extremas, incluindo hipotermia, lesões físicas e até um episódio em que foi atingido por um raio durante a filmagem da crucificação.

Reprodução do Instagram @therealjimcaviezel

Apesar do enorme sucesso comercial do longa, Caviezel afirmou em diversas entrevistas que sua carreira em Hollywood perdeu força após o papel. O ator declarou que recebeu menos ofertas da indústria cinematográfica depois de interpretar Jesus e atribuiu parte do afastamento ao posicionamento religioso conservador que passou a defender publicamente.

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Na televisão, um dos trabalhos mais conhecidos do ator foi a série “Pessoa de Interesse”, exibida entre 2011 e 2016. Na produção, Caviezel interpretou John Reese, um ex-agente da CIA envolvido em operações de vigilância e combate ao crime. A produção alcançou boa audiência nos Estados Unidos e ajudou a recolocar o ator em evidência após anos longe de grandes sucessos do cinema.

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Nos últimos anos, o artista voltou a chamar atenção também por declarações políticas e religiosas. Caviezel participou de eventos ligados a grupos conservadores nos Estados Unidos, alguns ligados a Donald Trump, e se envolveu em polêmicas após citar teorias conspiratórias em discursos públicos.

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Em 2023, ele estrelou o filme “Som da Liberdade” (“Sound of Freedom”, no original), longa com Mira Sorvino e Bill Camp sobre tráfico de crianças que dividiu opiniões, mas obteve forte repercussão entre públicos conservadores e religiosos. A produção independente foi acusada de alimentar teorias conspiratórias.

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Com a confirmação de que viverá Bolsonaro no cinema, Caviezel volta a unir cinema, religião e política em um projeto que já desperta debates antes mesmo da estreia. O longa, batizado “Dark Horse”, foca na campanha presidencial de 2018 e no atentado a facada que o ex-presidente sofreu em Juiz de Fora, em setembro daquele ano.

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