O pau-brasil pode alcançar entre 15 e 30 metros de altura. Seu tronco apresenta casca acinzentada, áspera e coberta por espinhos, característica que deu origem ao termo echinata em seu nome científico. As flores são amarelas e surgem em inflorescências, enquanto o interior do tronco possui coloração avermelhada, atributo que se tornou a principal marca da espécie.
O nome 'Brasil' tem origem direta na árvore. Os portugueses associaram a tonalidade avermelhada do interior do tronco à palavra 'brasa' dando origem ao termo 'pau-brasil' e, posteriormente, ao nome do próprio país. Documentos de 1503 já registravam o território como 'Terra do Pau-Brasil'.
Durante o período colonial, os portugueses exploraram intensamente a madeira para extrair a brasilina, corante vermelho empregado no tingimento de tecidos na Europa. Essa atividade utilizou mão de obra forçada de povos indígenas e provocou a devastação gradual das populações nativas da árvore ao longo dos séculos 16 e 17.
Em razão de seu valor comercial, o pau-brasil foi classificado como a primeira madeira de lei do país, sistema criado pela coroa portuguesa para restringir o corte e a exportação da espécie sem autorização real. Antes da chegada dos colonizadores, povos indígenas já utilizavam a árvore na fabricação de arcos, flechas, instrumentos musicais e tinta para pintura corporal.
Entre os povos tupis, a árvore era conhecida como 'ibirapitanga', termo de origem tupi que combina as palavras 'ybyrá', que significa pau, e 'pytanga', que significa avermelhado. A espécie também recebe outras denominações populares, como 'ibirapitá', 'orabutã', 'pau-de-tinta' e 'pau-de-pernambuco'.
A Lei nº 6.607, sancionada em 7 de dezembro de 1978, declarou o pau-brasil como árvore símbolo nacional e instituiu o Dia do Pau-Brasil, celebrado em 3 de maio. O Brasil é considerado o único país do mundo cujo nome tem origem em uma espécie vegetal.
Atualmente, o pau-brasil integra a lista de espécies ameaçadas de extinção e figura, desde 1992, na categoria 'Em Perigo' da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Séculos de exploração reduziram drasticamente suas populações naturais, hoje limitadas a áreas fragmentadas da Mata Atlântica ao longo do litoral brasileiro.