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Pedras com formas curiosas e paisagens ‘de outro planeta’: conheça o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí


Apesar da aparência de ruínas, nenhuma cidade foi erguida naquele local, já que as estruturas são resultado de processos naturais que atuaram sobre as rochas durante milhões de anos. Criado em 8 de junho de 1961, o parque ocupa uma área superior a 6 mil hectares e preserva riquezas geológicas, naturais e arqueológicas.

Por Flipar
Flickr - deltafrut

O nome da unidade de conservação surgiu da divisão das principais formações em sete grupos, conhecidos como Primeira, Segunda, Terceira, Quarta, Quinta, Sexta e Sétima Cidade. Ao longo dos percursos, diferentes pontos receberam nomes inspirados nas formas que as pedras assumem, como a 'Pedra da Tartaruga', o 'Arco do Triunfo' e a chamada 'Biblioteca'.

Reproduc?a?o/YouTube Rolê Família

Essas denominações ajudam a explicar a impressão de que o visitante está diante de uma antiga civilização, embora o cenário tenha sido moldado exclusivamente pela ação da natureza. A chuva, o vento e o desgaste desigual das camadas de arenito contribuíram para criar corredores, aberturas e superfícies que lembram paredes, animais e monumentos.

Flickr - Otávio Nogueira

Na Pedra da Tartaruga, por exemplo, a água se infiltra em pequenas rachaduras, penetra na rocha, e acaba ampliando suas fissuras ao longo do tempo. Já algumas estruturas arqueadas, como o Arco do Triunfo, resultam da combinação entre erosão, circulação de água, alterações atmosféricas e cristalização de sais minerais.

Reproduc?a?o/YouTube Rolê Família

O resultado desse processo recebe o nome de relevo 'ruiniforme', uma referência ao aspecto semelhante ao de construções antigas em estado de deterioração. A história do parque, contudo, não se limita à formação das pedras, pois grupos humanos também deixaram registros em alguns dos paredões.

Wikimedia Commons/Marcelo Bandeira da Silva

Sete Cidades possui sítios arqueológicos com pinturas rupestres, e dados divulgados pelo Governo do Piauí apontam 26 locais catalogados pelo Iphan dentro da área protegida. Um deles é a Pedra da Inscrição, onde um estudo publicado em 2023 registrou 54 figuras reconhecíveis e outras 33 marcas de pigmento sem formas claramente definidas.

Wikimedia Commons/Michele Coronetti

A paisagem também apresenta diversidade ambiental, pois o parque está em uma área de transição entre o Cerrado e a Caatinga. Rios, nascentes e piscinas naturais acrescentam áreas úmidas ao cenário, cuja aparência pode mudar bastante conforme o período de chuvas ou de estiagem.

Flickr - deltafrut

A entrada no parque não tem cobrança de ingresso, segundo o ICMBio, mas a visita aos atrativos exige a contratação de um guia, cujo serviço é pago pelo grupo. Como os horários de funcionamento podem sofrer alterações, o órgão recomenda que os visitantes procurem a administração antes da viagem para confirmar as condições de acesso.

Wikimedia Commons/Cassio Gusson