A história do local começou em 1549, quando Tomé de Sousa ordenou a construção da primeira Casa dos Governadores, então feita com taipa de pilão. Ao longo dos séculos, sucessivas reformas alteraram a estrutura até formar o conjunto arquitetônico conhecido hoje.
Entre 1549 e 1763, período em que Salvador foi a capital colonial, o endereço ocupou uma posição estratégica nas decisões administrativas do território português. A construção também teve usos diversos e já funcionou como residência oficial, sede administrativa, quartel e prisão.
Personalidades como Dom João VI e Dom Pedro II passaram pelo local durante visitas à Bahia, enquanto o palácio também esteve ligado a momentos de tensão política, como a Sabinada. Em 1912, o prédio sofreu um dos episódios mais dramáticos de sua história, quando um bombardeio em Salvador atingiu suas instalações durante uma crise política.
O imóvel permaneceu associado ao Governo da Bahia até 1979, quando deixou de exercer a função de principal sede administrativa estadual. Agora, o projeto hoteleiro pretende adaptar esse patrimônio sem concentrar todas as acomodações dentro da construção histórica.
Das 90 suítes previstas, apenas 27 ficarão no palácio, enquanto as outras 63 ocuparão uma nova estrutura anexa. O complexo também terá piscina com vista para a Baía de Todos-os-Santos, spa, academia e três restaurantes. Com cerca de 6 mil metros quadrados de área construída, o palácio ocupa uma posição privilegiada na Praça Tomé de Sousa, próximo ao Elevador Lacerda.