Em 2015, quatro anos depois da estreia de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2', Gambon anunciou sua aposentadoria. Na época, já enfrentava problemas para decorar as falas. Radcliffe explicou que, no início, não percebeu a relação entre os erros do colega e os primeiros sinais de demência.
Ao notar o que acontecia, Radcliffe encontrou uma maneira prática de colaborar: passou a segurar cartazes com as falas de Gambon nas sequências em que os dois contracenavam. “Às vezes, o Michael pedia muitas desculpas, porque estava falando comigo e a placa precisava ficar na frente do meu rosto', contou.
'Ele aceitou que aquilo tornaria a vida de todo mundo mais fácil, inclusive a dele, e que ninguém estava julgando-o', acrescentou Radcliffe, que também destacou o carinho que sentia pelo colega, afirmando que não se importava com os ajustes necessários para ajudá-lo.
'Eu amava o Michael, então estava pouco me lixando para isso. Também foi uma lição incrível perceber que ele continuava sendo absolutamente cativante. A maioria dos atores daria o braço direito para conseguir ser tão envolvente mesmo apenas lendo as falas”, ressaltou Radcliffe.
Michael Gambon era irlandês e morreu em 28 de setembro de 2023, aos 82 anos. Além de 'Harry Potter', sua filmografia incluía filmes como 'O Informante' e 'A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça', de 1999, 'O Discurso do Rei', de 2010, e 'Kingsman: O Círculo Dourado', de 2017.