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Ex-tenente é condenado por morte de tributarista em AL

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postado em 11/06/2008 11:09
O ex-tenente-coronel da Policia Militar de Alagoas, José Luiz Silva Filho, foi condenado a 19 anos, 11 meses e 29 dias de prisão, na madrugada desta quarta (11/06), pelo assassinato do tributarista Sílvio Vianna, executado a tiros, em 28 de outubro de 1996, ma praia de Ipioca, litoral norte de Maceió. A pena foi anunciada pelo juiz Geraldo Amorim depois de 18 horas de julgamento. Por seis a um, o conselho de sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, decidiu pela condenação do réu, que já esteve preso, pela morte do delegado Ricardo Lessa. O advogado de defesa, José Fragoso, afirmou que vai recorrer da decisão. "Foi feito justiça", disse o promotor do caso, Edelzito Andrade, que foi designado para assumir o processo pelo procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca. Durante o julgamento, o promotor lembrou que dos nove tiros que mataram a vítima, quatro foram na cabeça, e lembrou que o réu era conhecido por ser um exímio atirador. "Ele era considerado um dos 'homens de ouro' do então coronel Manoel Cavalcante, na época da 'gangue fardada'", destacou. O promotor exibiu para os jurados um DVD onde o ex-coronel Manoel Cavalcante, confessa que ganhou R$ 350 mil para tramar o assassinato de Silvio Vianna e acusa o ex-deputado federal e usineiro João Lyra, de ser o mandante do crime, junto com o também usineiro Nivaldo Jatobá e o empresário Flávio Orosco. Na fita, gravada dentro do presídio Aníbal Bruno, em Recife (PE), Cavalcante diz que participaram do assassinato um oficial da PM, um soldado e um fazendeiro. "Sou inocente. O meu Deus sabe", afirmou Silva Filho. O réu teve como principal testemunha o deputado estadual João Beltrão (PMN), que foi interrogado durante o julgamento e confirmou o álibi de Silva Filho. Segundo o deputado, o ex-militar trabalhava para ele como segurança particular nas horas de folga do quartel da PM. Numa dessas folgas, Beltrão disse que Silva Filho passou três dias com ele em sua fazenda no município de Batalha e que na hora do assassinato do tributarista, por volta das 19 horas, estava com o réu, jantando numa churrascaria em Arapiraca, a 150 quilômetros de Maceió. Silva Filho deixou o prédio do Fórum livre, acompanhado da esposa e de familiares. O ex-militar, que foi expulso da PM quando estava respondendo pela morte do delegado Ricardo Lessa, vai responder em liberdade pelo crime de Silvio Vianna, porque tem um habeas-corpus a seu favor, concedido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.

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