Brasil

Identificadas 11 vítimas do voo 447. Dez são brasileiras

postado em 21/06/2009 15:33
Dos 49 corpos de vítimas do acidente com o voo 447 da Air France, onze foram identificadas nas perícias realizadas no Instituto de Medicina Legal (IML) no Recife. Trata-se de 10 brasileiros, entre eles cinco do sexo masculino e cinco do sexo feminino e um estrangeiro do sexo masculino. A informação foi repassada esta tarde através de nota, pela Força Tarefa composta pela Secretaria de Defesa Social (SDS) e pela Polícia Federal (PF) de Pernamuco. De acordo com o documento, os familiares de todos eles já foram informados individualmente e pessoalmente em suas residências pelos superintendentes regionais das PFs ou por um representante da embaixada do país onde mora a família da vítima de nacionalidade estrangeira. Os trabalhos de identificação dos demais corpos continuam no IML. Dados de referência para identificação da maior parte dos estrangeiros estão sendo aguardados para agilizar o processo. Confira a íntegra do documento: A Força Tarefa, composta pela Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, com apoio de médicos legistas da Secretaria de Defesa Social da Paraíba, informa que, dos 49 corpos das vítimas do desastre do vôo AF447 que se encontram no IML/PE, 11 já foram identificados até o momento, sendo 10 brasileiros e 01 estrangeiro. Dos brasileiros identificados, 05 são do sexo masculino e 05 do feminino. O único estrangeiro identificado até o momento é do sexo masculino. A comunicação aos familiares dos brasileiros já identificados foi individualmente realizada pelos Superintendentes Regionais da Polícia Federal na noite da última sexta-feira e durante este sábado, por meio de visitas às residências dos familiares dos passageiros. O comunicado sobre a identificação da vítima estrangeira foi realizada à embaixada do seu país de origem pela Polícia Federal. Em respeito ao compromisso estabelecido pela Força Tarefa, as famílias foram as primeiras a serem comunicadas da identificação dos entes vitimados, momento em que externaram o desejo de que os nomes não fossem divulgados, o que continuará sendo respeitado pela Força-Tarefa. Os trabalhos de identificação seguem as diretrizes da INTERPOL para a identificação de vítimas de desastres, que reúne procedimentos internacionalmente discutidos e cientificamente acreditados. A metodologia de identificação consiste na comparação de informações antemortem, que são fornecidas pelos familiares das vítimas e institutos de identificação civil, com dados postmortem, que são diretamente observados e coletados nos corpos encontrados. São comparadas informações sobre vestes, pertences, tatuagens, características físicas, impressões digitais, alinhamento dos dentes, forma das coroas e raízes dentárias, dados sobre tratamentos odontológicos, cirurgias médicas, além de exames de DNA. Em consonância com o protocolo INTERPOL, foram estabelecidas seções de identificação, que analisam individualmente as informações antemortem e postmortem nas áreas de papiloscopia (impressões digitais), vestes e acessórios, odontologia, medicina e DNA. Os representantes das seções de identificação compõem uma Comissão de Identificação, que se reúne periodicamente para discutir os achados específicos e, quando possível, para aprovar as identificações dos corpos. Também fazem parte da Comissão de Identificação, com total acesso aos trabalhos realizados no IML de Recife, um representante do Comitê Permanente da INTERPOL na área de desastres coletivos, Lynn Aspinall, e um médico-legista francês, Alain Sanvoisin, que assinam conjuntamente todas as identificações realizadas. O critério adotado pela Comissão de Identificação é o de considerar identificados apenas os casos comprovadamente suportados pelo exame das impressões digitais, ou por exames de arcada dentária, ou por exames de DNA, que são considerados os 03 (três) métodos primários de identificação da INTERPOL. As 11 (onze) identificações confirmadas até o momento estiveram suportadas pela análise das impressões digitais e da arcada dentária. Apenas depois da conclusão do processo de identificação as famílias das vítimas são comunicadas. Terminada esta etapa, encerra-se o trabalho da Força Tarefa com a liberação do corpo à família para o processo de traslado, que é de responsabilidade da empresa aérea. A Força Tarefa comunica também que os trabalhos de identificação dos demais corpos continuam. Ainda é aguardada a chegada dos dados de referência para identificação da maior parte dos estrangeiros, informações imprescindíveis para o processo de identificação. A carência de dados antemortem explica o pequeno número de estrangeiros identificados. Por fim, esclarece que NÃO serão feitos comunicados às famílias por telefone, e-mail ou outro tipo de correspondência e que é desnecessário o deslocamento de familiares das vítimas para Recife, já que serão os primeiros a serem pessoalmente comunicados em suas residências por autoridades da Polícia Federal.

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